Juros da dívida aceleram. Estão nos 4,2%

Os juros da dívida portuguesa continuam a bater máximos. Estão a agravar-se, seguindo a tendência dos restantes países do euro em resultado do forte aumento da inflação na Alemanha.

Os juros da dívida portuguesa continuam a agravar-se. Num dia que está a ser de subida das taxas das obrigações soberanas de todos os países do euro em resultado do forte aumento da inflação num dos mais importantes estados da Alemanha, os juros a dez anos de Portugal tocaram num novo máximo de 2014, acima dos 4,2%.

O índice de preços no consumidor na Baixa Saxónia acelerou 2,3% no ano passado, uma leitura que deixa antecipar aumentos de preços semelhantes noutros estados alemães. E que aponta para uma pressão inflacionista na maior economia europeia o que deverá fazer aumentar a especulação em torno do fim das compras de dívida do Banco Central Europeu (BCE).

É perante esta perspetiva que os juros da dívida de todos os países do euro estão a agravar-se. Em Portugal, as taxas estão a subir em todas as maturidades, registando-se um agravamento de 4,1 pontos base no prazo a dez anos, para 4,146%. Chegou, durante esta primeira sessão da semana, a tocar nos 4,201%, um máximo desde 2014.

Espanha e Itália também sentem a pressão nos juros, embora as taxas exigidas pelos investidores a estes dois países sejam bem mais reduzidas. E a própria Alemanha regista uma subida de dois pontos base na maturidade a dez anos, com a taxa a subir para 0,481%.

Juros sobem em flecha desde início do ano

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Fonte: Bloomberg (valores em %)

Mário Centeno, o ministro das Finanças, tem estado atento à subida dos juros da dívida nacional, que se têm destacado entre os pares do euro. Mas diz que esta volatilidade nas taxas irá desaparecer, notando que que o financiamento de Portugal está “sob controlo”.

Luís Marques Mendes salientou, no seu comentário semanal na SIC, que a “questão dos juros da dívida é o problema mais sério que temos. Tenho dificuldade em perceber que responsabilidade políticos desvalorizarem esta subida. Os juros passaram a barreira dos 4%”, salientou.

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