DBRS: BCP preparado para voltar a pagar dividendos

A agência de notação diz que aumento de capital do BCP pode ser positivo, já que o banco deve voltar a pagar dividendos. O pagamento não acontece desde 2011, quando o Estado teve de intervir no BCP.

A DBRS diz que o BCP pode agora voltar a pagar dividendos. Este pagamento não acontece desde que o Estado teve de emprestar dinheiro ao banco, em 2012. A entidade liderada por Nuno Amado anunciou um aumento de capital, que vai permitir o pagamento do que ainda deve. Resultado? Os retornos do banco podem regressar aos bolsos dos acionistas assim que regressar aos lucros. Mas quando? Segundo a agência de notação, o resultado deverá ser positivo já este ano.

“A DBRS considera que o aumento de capital de 1,3 mil milhões de euros anunciado pelo BCP é um passo importante para reforçar a posição de capital do banco“, diz a agência de notação num comunicado. Mas de que forma é que isto é bom para os acionistas? Segundo a DBRS, o banco voltará a pagar dividendos, uma vez que deixou de fazê-lo quando o Estado teve de emprestar dinheiro ao BCP em 2012, através de obrigações convertíveis conhecidas por CoCos.

O aumento de capital vai permitir que o BCP pague os 700 milhões que ainda deve. E este pagamento total deve ter um “impacto positivo na margem financeira de cerca de 65 milhões de euros por ano”. Resultado? O banco deixará de ter “restrições no pagamento de dividendos assim que regressar aos lucros“, explica a DRBS.

A DBRS prevê que o regresso aos lucros deve acontecer já este ano. O BCP deve “começar a reportar lucros e continuar a melhorar a rentabilidade em 2017, sobretudo através da diminuição do crédito malparado e das necessidades de financiamento”.

O BCP, tal como outros bancos, tem malparado. Mas o objetivo é encolher esses créditos em incumprimento para que, assim, tenha de provisionar menos. A meta é conseguir que o custo do risco, ou seja, que o quociente entre as dotações para imparidades para riscos de crédito (líquidas de recuperações) contabilizadas no período e o saldo de crédito a clientes fique abaixo de 75 pontos base. A agência de notação projeta que as “provisões devem regressar a níveis mais normais, à medida que a qualidade dos ativos continua a estabilizar. Embora o custo do risco deva continuar acima dos pares europeus”.

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