Fundador da Alibaba reúne com Trump

Reunião decorre num momento de tensão económica entre a China e os Estados Unidos. Jack Ma anunciou planos para criar um milhão de postos de trabalho nos EUA.

Jack Ma e Donald Trump tiveram esta segunda-feira a sua primeira reunião. O fundador e presidente do grupo Alibaba revelou aos jornalistas, no final do encontro, que discutiram planos para criar um milhão de postos de trabalho nos Estados Unidos.

Como? Permitindo que pequenas e médias empresas norte-americanas vendam no mercado chinês através das plataformas da empresa.

A Alibaba “quer criar empregos nos Estados Unidos ao ajudar as pequenas empresas norte-americanas e os agricultores a venderem para a forte classe média chinesa de 300 milhões”, refere a empresa num tweet.

“Tivemos uma excelente reunião”, disse Trump aos jornalistas, após o encontro que decorreu na Trump Tower. O Presidente norte-americano eleito descreveu Ma como “um grande empreendedor, um dos melhores do mundo”. “Ele adora este país”, acrescentou, “e a China”.

Por sua vez, Ma disse aos jornalistas que a discussão girou em torno da possibilidade de vender vestuário, vinhos e fruta americana através da plataforma. Adicionalmente, Ma revelou que a discussão abordou a necessidade de a China e os Estados Unidos melhorarem a sua relação.

Este encontro surge num momento de tensão entre os dois países. Trump tem vindo a atacar, repetidamente, a China pelas suas políticas económicas e acusou o país de roubar postos de trabalho aos EUA. Trump também já ameaçou aumentar as tarifas sobre os produtos chineses vendidos nos Estados Unidos e gerou uma grande controvérsia política ao ligar diretamente à Presidente de Taiwan. Uma conversa que quebrou o protocolo e que fica para a história como o primeiro contacto direto entre os líderes dos dois países desde 1979.

A Alibaba tem nos seus planos expandir-se de forma mais agressiva nos EUA. A empresa ampliou os seus escritórios em Nova Iorque, mas recentemente foi colocado numa espécie de lista negra ao ser citado por comercializar falsificações. Ma foi mesmo alvo de um processo por violação de marcas registadas e comercialização de produtos falsificados por parte da Kering, empresa francesa que aglomera produtos de luxo e detém marcas como a Gucci e a Yves Saint Laurent.

O objetivo da empresa é tornar-se na principal plataforma para ligar os retalhistas internacionais aos consumidores chineses. Qualquer revés nas relações sino-americanas seria prejudicial para Ma. De acordo com a empresa, o ano passado, as cerca de sete mil marcas norte-americanas presentes nas plataformas da Alibaba registarem vendas avaliadas em 15 mil milhões de dólares (14,23 mil milhões de euros) aos consumidores chineses.

Depois do encontro as ações da Alibaba subiram 0,9% para os 9,74 dólares às 14h37 (hora de Nova Iorque). Até ao final do dia houve um aligeira correção e as ações fecharam a valorizar 0,88%,a valer 9,72 dólares (9,22 euros).

 

 

 

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