Domingues: CGD deve dispensar 2200 trabalhadores nos próximos cinco anos

António Domingues diz que o plano de recapitalização da Caixa deve exigir a saída de mais de dois mil trabalhadores. Mas este corte de custos é o que vai permitir um regresso aos lucros já este ano.

António Domingues

António Domingues diz que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) deve ter de dispensar 2.200 trabalhadores nos próximos cinco anos. Esta redução de custos vai permitir que o banco do Estado regresse aos lucros já este ano, de acordo com o presidente demissionário da Caixa — que decidiu sair antes mesmo de a equipa de Paulo Macedo ser aprovado pelo Banco Central Europeu. Pelo menos é isso que consta no plano que é hoje explicado aos deputados na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA).

António Domingues diz que o plano da CGD prevê uma redução dos custos, o que vai exigir a saída de 2.200 trabalhadores nos próximos cinco anos, explica o ex-presidente da CGD aos deputados na COFMA.“Entre 500 e 600 por reformas naturais” e os restantes 75% por reformas antecipadas. O ex-presidente diz que o plano é “perfeitamente exequível“.

Esta diminuição dos custos vai permitir que o banco regresse aos lucros já este ano, que devem chegar aos 200 milhões de euros. Isto num “cenário conservador, de juros negativos”, antecipa Domingues. Em 2020, os lucros já serão de 700 milhões e o retorno dos capitais investidos rondará os 7%.

“Trabalhamos intensamente nos últimos meses e no dia 11 de novembro o plano tinha sido redesenhado. E foi discutido linha a linha e aprovado pela Comissão Europeia”, diz António Domingues. Um plano que também inclui a melhoria da receita.

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