O managing partner da DLA, Nuno Azevedo Neves, defende que a eficiência da justiça é um fator “crucial” do crescimento económico e, para tal, é precisa uma revolução da “instituição” da justiça.
Nuno Azevedo Neves, managing partner da DLA Piper ABBC, defende que a eficiência da justiça é um fator “crucial” do crescimento económico e um barómetro “essencial” na avaliação do nível de maturidade do sistema democrático.
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Assim, acredita que só uma revolução da “instituição” da justiça permitirá colocar Portugal no caminho da eficiência da justiça. “Uma mudança da visão para a justiça, uma mudança do propósito que a justiça tem de servir, uma mudança sobre quem deve o sistema de justiça servir, uma mudança na definição de uma estratégia e de objetivos claros e a longo prazo, e uma mudança do papel e do estatuto dos atores judiciais”, disse.
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Portugal precisa urgentemente de uma “revolução” profunda da justiça. Da visão de justiça, do propósito, da estratégia, dos agentes seu papel e estatuto, da fiscalização da justiça, para assegurar que vamos no caminho certo. Vou focar-me numa: a eficiência da justiça.
A eficiência da justiça é um fator crucial do crescimento económico, e um barómetro essencial na avaliação do nível de maturidade do sistema democrático.
Existem muitos estudos que demonstram o impacto direto da eficiência da justiça no crescimento económico.

Um sistema judicial pouco eficiente limita a necessária confiança na proteção da propriedade privada, limita a necessária proteção dos investidores e de quem financia a economia e a permite crescer, limita a necessária condenação de quem não cumpre a lei nem os contratos que assinou, limita o necessário suporte ao crescimento das empresas e ao cumprimento por estas das suas obrigações, limita o acesso ao direito e a confiança das pessoas na justiça, limita o estabelecimento de relações económicas essenciais para o desenvolvimento da concorrência e para um ambiente de inovação.
Só uma revolução da “instituição” da justiça permitirá colocar-nos no caminho da eficiência da justiça. Uma mudança da visão para a justiça, uma mudança do propósito que a justiça tem de servir, uma mudança sobre quem deve o sistema de justiça servir, uma mudança na definição de uma estratégia e de objetivos claros e a longo prazo, e uma mudança do papel e do estatuto dos atores judiciais.
Mas uma estratégia que se foque na eficiência, que assuma com coragem objetivos quantificáveis dos indicadores que uma justiça eficiente requer. E é essencial assegurar a execução dessa estratégia de longo prazo, e assegurar a análise objetiva dos resultados.
Temos perdido boas oportunidades para promover essa necessária mudança, e esta é uma revolução essencial para potenciar o crescimento e a confiança dos investidores, e para incrementar o nível de confiança no nosso sistema democrático.
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“Portugal precisa urgentemente de uma revolução profunda da Justiça”, diz managing partner da DLA
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