INE estima taxa de desemprego de 5,6% em junho, igual ao registo de maio
Na informação divulgada esta quarta-feira, o gabinete estatístico estima que havia um total de 316,6 mil pessoas desempregadas em junho.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu em alta a estimativa da taxa de desemprego avançada para o mês de maio. Em vez dos 5,5% estimados inicialmente, a taxa foi, afinal, de 5,6%, segundo os dados definitivos divulgados esta quarta-feira, ficando uma décima abaixo do valor de abril. Para junho, o gabinete estatístico prevê que o desemprego se manteve nos 5,6%, mas 0,4 pontos percentuais acima de há um ano.
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Por outro lado, em junho, a população empregada terá diminuído em cadeia (-0,3%), mas aumentado em termos homólogos (+2,1%), permanecendo acima da fasquia dos 5,3 milhões de pessoas.
Com esta evolução do emprego e do desemprego, a população ativa terá registado um decréscimo de 0,2% face a maio — mês em que, de acordo com o INE, registou o valor mais elevado desde o início da série de dados, em fevereiro de 1998 — e um crescimento de 1,7% na comparação com o mesmo mês de 2025, abrangendo agora mais de 5,6 milhões de pessoas.
“A taxa de emprego atingiu, em maio de 2026, o valor mais elevado desde fevereiro de 1998 (66,5%). A taxa de desemprego, estimada em 5,6% em maio e junho de 2026, alcançou o valor mais baixo desde fevereiro de 2002, quando foi do mesmo valor”, escreve o INE.
Já a população inativa subiu face ao mês anterior (0,8%), segundo estima o INE, mas diminuiu 1,8% comparativamente ao mesmo mês de 2025 (1,8%), num total de 2,4 milhões de pessoas.
População ativa e taxa de atividade (valores ajustados de sazonalidade):

A isto, o INE acrescenta que em junho a taxa de subutilização do trabalho terá sido de 9,3%, valor inferior em 0,1 pontos percentuais face ao mês anterior e em 0,9 pontos percentuais ao do mesmo mês de 2025.
A subutilização do trabalho é um indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego.
(Notícia em atualização)
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