Custos, veículos elétricos e IA pressionam assistência em viagem, diz Mawdy
A escassez de mão de obra, os carros elétricos e a IA marcaram o encontro que reuniu cerca de 70 parceiros da Mawdy em Lisboa, onde foram discutidos os desafios da assistência em viagem.
Cerca de 70 empresas de reboques, transporte de passageiros, oficinas e tecnologia estiveram reunidas na sede da Mawdy, a unidade de assistência em viagem da Mapfre, em Lisboa, para discutir os problemas que atravessam o setor da assistência em viagem em Portugal: falta de trabalhadores qualificados, custos crescentes e a chegada dos carros elétricos às estradas. O encontro, batizado de Mawdy Provider’s Day, decorreu em simultâneo em vários países, numa primeira tentativa da unidade de assistência da Mapfre de coordenar globalmente a conversa com a sua rede de parceiros.
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Essa rede conta atualmente com cerca de 300 prestadores de serviço em Portugal, divididos entre transporte de viaturas e de passageiros.
Os problemas identificados pelos participantes no evento não são novos, mas continuam por resolver: o preço dos combustíveis, a escassez de mão de obra qualificada e o custo crescente de comprar e manter equipamento, tudo agravado pela instabilidade dos mercados e por tensões geopolíticas. A isto junta-se ainda um problema sazonal e recorrente, visto que o verão traz mais trânsito e, com ele, mais acidentes e avarias, obrigando a rede a responder a um volume de pedidos superior ao do resto do ano.
Segundo dados avançados pela Mawdy no encontro, há também uma mudança lenta a acontecer nas oficinas e nas estradas. Um setor que continua a ser, na sua maioria, ocupado por homens começa a contar com mais mulheres: cerca de 15% das empresas prestadoras de serviço em Portugal já têm mulheres a conduzir reboques.
Os carros elétricos foram outro dos temas em cima da mesa. Mais pesados do que os veículos a combustão, exigem cuidados diferentes quando avariam ou precisam de ser transportados, o que está a obrigar as empresas parceiras a comprar novo equipamento e a formar as equipas para lidar com estas viaturas em segurança.
O evento incluiu também uma intervenção de Carla Quinteiro, Diretora Técnica-Operações da Mapfre, sobre o impacto da inteligência artificial no setor segurador. A responsável sublinhou que a IA está a transformar áreas como a avaliação de risco, a eficiência operacional e a deteção de fraudes, mas alertou que a tecnologia deve funcionar como ferramenta de apoio ao trabalho humano, exigindo sempre supervisão adequada.
Presente em 23 países e com 2.500 colaboradores, em 2025, a Mawdy registou receitas de 474 milhões de euros e realizou mais de 3,5 milhões de assistências em todo o mundo.
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