Impresa fecha semestre que marca a entrada da MFE no grupo com prejuízo de 3,4 milhões de euros
No caso da SIC, o resultado líquido foi de 2,3 milhões de euros no semestre, uma melhoria de cerca de 3,4 milhões face ao período homólogo.
No semestre que fica marcado pela entrada da MFE no grupo dono da SIC, a Impresa fechou os primeiros seis meses do ano com um resultado negativo de 3,4 milhões de euros. Apesar de no vermelho, o número traduz uma melhoria de 32,4% euros na comparação com o período homólogo, segundo comunicado enviado ao mercado.
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As receitas totais do grupo situaram-se nos 88 milhões de euros, uma subida de 2,5% na comparação com o primeiro semestre de 2025.
Para este montante, a televisão deu um contributo de 76,4 milhões (+3,6%), a área de imprensa de 10,3 milhões (-5,6%) e a Infoportugal de 1,3 milhões (+6,5%).
Os custos operacionais, por seu turno, aumentaram 1,2%, para os 84 milhões de euros. O EBITDA foi de 4 milhões, uma melhoria de 37,8% na comparação homóloga, com a margem a situar-se nos 4,5%, mais 1,2 pontos percentuais. O EBIT fechou nos 1,9 milhões, um aumento de 152,7%.
A dívida situa-se agora nos 129,6 milhões de euros, uma diminuição de 18,6%.
No caso da SIC, o resultado líquido foi de 2,3 milhões de euros no semestre, uma melhoria de cerca de 3,4 milhões face ao período homólogo. O EBITDA situou-se nos 6,2 milhões, uma variação positiva de 141,1%, e a margem cresceu dos 5% para os 8,1%.
“O primeiro semestre de 2026 ficou marcado por dois eixos que se reforçaram mutuamente: a continuidade na execução do nosso plano estratégico e a entrada da MediaForEurope (MFE) na estrutura acionista do Grupo. Foi neste enquadramento que a Impresa aumentou as receitas consolidadas em 2,5% face ao período homólogo e melhorou o EBITDA recorrente em 52%, um crescimento de 2,2 milhões de euros”, diz citado em comunicado Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo.
“Este desempenho resulta do foco consistente nas nossas prioridades, disciplina na gestão de custos, diversificação das fontes de receita e valorização das marcas e dos ativos que compõem o Grupo”, prossegue Francisco Pedro Balsemão, lembrando que “a SIC consolidou a liderança de audiências na televisão portuguesa, enquanto o Expresso é o jornal português com a maior circulação paga por edição. Reforçámos também a liderança nas audiências digitais e de áudio”.
Agora no segundo semestre, prossegue o também chairman do grupo, será mantido “o foco na implementação do projeto Impresa 2028, prosseguindo as iniciativas de otimização da base de custos, simplificação de processos e reforço da rentabilidade, sem abdicar da capacidade de investir nas áreas que consideramos estratégicas para o crescimento futuro, como o streaming, a CTV, as assinaturas digitais, a venda de conteúdos, os podcasts e o live media“.
No plano financeiro, “a prioridade continuará a ser o reforço da geração de caixa, a disciplina na afetação de capital e a otimização da nossa estrutura de financiamento“.
“Contamos, ainda, com o contributo estratégico do nosso novo acionista de referência, a MFE, para acelerar o desenvolvimento do Grupo e potenciar oportunidades de aumento de receitas e criação de valor“, diz também, desta vez na apresentação das contas, Francisco Pedro Balsemão.
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