Ventura exige “ações imediatas” como task force e isenção para reapreciações de exames
O presidente do Chega afirmou que "tudo correu mal" neste modelo de digitalização da correção dos exames e atribuiu a responsabilidade máxima ao ministro da Educação.
O presidente do Chega exigiu esta segunda-feira ao Governo “ações imediatas” como a criação de uma task force para resolver problemas na correção de exames, isenção de taxas para reapreciação ou alargamento dos prazos de acesso ao ensino superior.
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André Ventura falava em conferência de imprensa na sede nacional do partido, depois de se ter reunido com os deputados e assessores do Chega responsáveis pela área da Educação, considerando que “tudo correu mal” neste modelo de digitalização da correção dos exames e atribuiu a responsabilidade máxima ao ministro da Educação.
Questionado por que não pede, para já, a demissão de Fernando Alexandre, o líder do Chega considerou que, neste momento, o essencial é que responda aos problemas criados aos alunos, famílias e professores.
“O ministro terá de ser responsabilizado por isto. Dizer simplesmente: pegue em tudo o que correu mal e vá embora é deixar que o problema persista. Quem cria os problemas tem de ser homenzinho para os resolver antes de sair, se vier a decidir ou se for decidido que tenha de sair“, afirmou.
Além da criação de uma task force, com representantes de vários setores, do alargamento dos prazos de acesso ao ensino superior e da isenção das taxas para a reapreciação, Ventura pede também que seja explicada a época especial anunciada esta segunda-feira por Fernando Alexandre, que acusou de “juntar o caos ao caos”.
O ministro da Educação recusou eliminar a taxa de 25 euros para o pedido de reapreciação das provas de exame. “Os 25 euros para pedir a reapreciação dos exames têm de se manter. É uma espécie de taxa moderadora”, justificou esta segunda-feira Fernando Alexandre em conferência de imprensa.
O ministro da Educação anunciou ainda que irá manter o calendário da primeira fase do acesso ao ensino superior, apesar dos constrangimentos da classificação e divulgação das notas dos exames nacionais.
“Não há necessidade de alterar o calendário da primeira fase, que decorre entre esta segunda-feira e 6 de agosto”, disse Fernando Alexandre.
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