Savannah aponta vários acordos na mira para venda de lítio e subprodutos da mina no Barroso
Para a venda de lítio, a Savannah espera ter mais um acordo fechado este ano. Para os subprodutos, já fechou acordos não vinculativos.
A Savannah Resources, promotora do projeto de Lítio do Barroso em Portugal, avançou esta segunda-feira que já tem acordos não vinculativos com empresas que se comprometem a comprar subprodutos da sua concessão. Quanto a compradores para o lítio, “ainda este ano” espera ter um segundo acordo para a venda do chamado ‘ouro branco’.
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A Savannah indica que está “em negociações com um grupo restrito de potenciais parceiros de elevada qualidade”, das quais espera que resulte, ainda este ano, um segundo acordo para a venda de espodumena (offtake) para complementar o acordo já existente com a AMG Critical Materials.
Em paralelo, a mesma entidade indica que já assinou Cartas de Intenção (Letters of Intent – LOI) não vinculativas com vários potenciais compradores para os futuros fluxos de subprodutos, apontando uma procura potencial de até aproximadamente 865 mil toneladas por ano. Este número compara com as 600 mil toneladas por ano assumidas no Estudo de Viabilidade Definitivo, divulgado na semana passada.
“Já temos cinco destes contratos com atores do setor da cerâmica, nacionais e internacionais“, avançou Emanuel Proença, numa chamada com investidores esta segunda-feira de manhã, rematando: “O que temos nesta fase é o melhor que podemos ter em termos de certeza de comercialização destes produtos.”
Outra fonte de financiamento já anunciada, o apoio de 110 milhões de euros concedido pelo Estado português, está ainda em negociação no que diz respeito à estrutura do financiamento, atualizou o CEO da Savannah.
Ainda no que diz respeito ao processo de obtenção de dívida de Project Finance que está a decorrer, a Savannah informa que foram nomeados consultores independentes para realizar as diligências técnicas, ambientais, sociais e jurídicas. A empresa recebeu as primeiras propostas não vinculativas e espera receber, nos próximos meses, propostas condicionais de financiamento por parte de bancos comerciais, após a conclusão do processo de due diligence.
Cotação em duas bolsas sem avanços (e sem referência a Lisboa)
“A Savannah está a avaliar uma dupla cotação (dual listing) num mercado regulamentado”, indicou a empresa, num comunicado enviado esta segunda-feira aos investidores.
A empresa pretende estar cotada, simultaneamente, em duas bolsas de valores, negociando também num mercado fora do Reino Unido, no qual está de momento cotada. Ao Jornal de Negócios, em dezembro, admitiu que poderia estrear-se na bolsa da Euronext, em Lisboa, em 2026, mas para já o movimento parece estagnado.
“A estrutura e o calendário desta potencial cotação adicional continuam em análise, sendo prestadas novas informações oportunamente, à medida que tal se justifique”, remata a promotora do projeto de lítio no Barroso.
O objetivo desta decisão é melhorar o acesso às ações da Savannah por parte de investidores fora do Reino Unido, assim como apoiar futuros planos de financiamento e maximizar o valor para os acionistas, explica a empresa, no mesmo comunicado.
Na chamada com investidores, Emanuel Proença frisou o interesse em cotar fora do Reino Unido, sem ter contudo feito referência à bolsa lisboeta.
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