FNS2026. Setor segurador debateu modelo de financiamento do Fundo de Catástrofes
O setor defendeu a criação de um Fundo de Catástrofes baseado numa parceria entre o Estado e os privados, considerando que os custos dos eventos extremos devem ser repartidos. Assista aqui ao painel.
O comboio de tempestades que atingiu Portugal, e fez 210 mil sinistros e 1,3 mil milhões de euros em indemnizações, dominou o painel “O Futuro do Fundo de Catástrofes em Portugal: Modelos de financiamento público-privado e o papel do resseguro estatal”, na 5ª edição do Fórum Nacional de Seguros, na Alfândega do Porto.
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Ana Teixeira, CEO na Mudey, André Tavares Lourenço, General Counsel na Zurich, e Nuno Rodrigues, Diretor de Riscos Patrimoniais e Engenharias na MDS Portugal, debaterem os avanços para a criação de um Fundo de Catástrofes nacional.
Nuno Rodrigues saudou o avanço do Governo, mas deixou um alerta sobre o financiamento. “Sou defensor que este seja um esquema de PPP, ou seja, um fundo público-privado, com o Governo a ser sempre a última linha em absorção do evento mais severo“, defende.
Já André Tavares Lourenço quis desfazer a ideia de que o fundo existe para proteger as seguradoras. “É o setor segurador a dizer: nós queremos estar presentes e queremos que, no momento de assumir o custo, ele seja repartido entre os cidadãos, o setor segurador, o setor ressegurador e, em última instância, o Estado“, explica. Para o responsável, a estrutura deste fundo deve também servir para coordenar e educar a população, respondendo ao gap de proteção e à falta de literacia de risco no país. Quanto à governação, defende a supervisão pelo regulador de seguros, em articulação com o Governo.
Por sua vez, Ana Teixeira sublinhou a oportunidade criada por, “ao que tudo indica, coberturas base [do seguro multirriscos] que serão obrigatórias”. Sublinha que “é uma oportunidade para nós, enquanto setor, reduzirmos a desadequação do seguro e permitirmos que essa obrigatoriedade se transforme em prevenção, compreensão e confiança“. Para Teixeira, o fundo deve atuar depois dos eventos, mas o setor tem de agir também antes, através da mediação, de mais partilha de dados e de maior colaboração entre os intervenientes do mercado.
Veja aqui na íntegra o painel que reúne Ana Teixeira, André Tavares Lourenço, e Nuno Rodrigues.
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