“Poupança para a reforma sem enquadramento fiscal adequado não existe”, diz Ageas Pensões
O enquadramento fiscal é essencial para incitar à poupança para a reforma em Portugal, defendeu Valdemar Duarte, diretor-geral da Ageas Pensões, durante o Fórum Nacional de Seguros. Veja aqui a talk.
Na talk “Longevidade e Previdência: Modelos sustentáveis alternativos ou complementares a Segurança Social”, no Fórum Nacional de Seguros 2026, Valdemar Duarte, Diretor Geral da Ageas Pensões, colocou o enquadramento fiscal como condição prévia para o desenvolvimento da poupança para a reforma em Portugal, e defendeu que os fundos de pensões devem ser vistos como complemento, e não substituto, da Segurança Social.
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Valdemar Duarte ressaltou que “poupança para a reforma sem o enquadramento fiscal adequado não existe. E, portanto, aquilo que há em termos de infraestrutura de produtos não é materializado.”
Questionado sobre as alternativas possíveis à Segurança Social, o Diretor Geral da Ageas Pensões preferiu falar antes em complementaridade do que em substituição. “Relativamente às alternativas, o que eu diria é que há complementaridade e depois há modelos de repartição que têm taxas de substituição altas, como o nosso, e outros mais baixas. Modelos onde a sustentabilidade é levada a sério e é feita uma avaliação ano a ano, e os benefícios são corrigidos em função dessa sustentabilidade.”
Duarte traçou depois um paralelo entre a duração de um fundo de pensões e o próprio percurso de vida de uma pessoa. “Dentro dos produtos complementares, tal como na nossa vida, há duas fases: há a fase até à reforma e há a fase após a reforma. Os fundos de pensões têm uma duração que vai desde o início da poupança até a pessoa deixar de existir.”
Veja aqui na íntegra a intervenção de Valdemar Duarte, Diretor Geral da Ageas Pensões.
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