Bruxelas aprova programa de 115 milhões de euros para acelerar tecnologias disruptivas na defesa
A União Europeia chegou a acordo para lançar o AGILE, um programa de 115 milhões de euros destinado a acelerar o desenvolvimento e inovação de tecnologias de defesa disruptivas.
O Parlamento e o Conselho Europeu chegaram a acordo para lançar o programa de 115 milhões de euros AGILE, destinado a acelerar a inovação no setor da defesa, levando tecnologias de defesa disruptivas do laboratório para o terreno de forma mais rápida, e aproximando startups e pequenas empresas das necessidades operacionais das forças armadas europeias.
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“O acordo político de hoje representa mais um marco importante no reforço da preparação da defesa europeia. A guerra na Ucrânia demonstrou que o sucesso no campo de batalha depende da capacidade de inovar, produzir e adaptar-se rapidamente. Este pacote ajudará a garantir que a indústria de defesa europeia possa fornecer mais rapidamente as capacidades de que os nossos Estados-membros e a Ucrânia necessitam, reforçando simultaneamente a nossa resiliência industrial a longo prazo”, sublinha Andrius Kubilius, comissário europeu para a Defesa e o Espaço, citado em comunicado.
Em março, a Comissão Europeia propôs o novo instrumento de financiamento piloto AGILE, com um montante de 115 milhões de euros para financiar entre 20 a 30 projetos europeus. O acordo alcançado permite lançar o programa no início de 2027.
Ao contrário dos mecanismos tradicionais de financiamento europeu, o AGILE será direcionado para startups, PME e scale-ups que desenvolvam tecnologias disruptivas para defesa, incluindo inteligência artificial, sistemas autónomos, computação quântica e outras capacidades emergentes.
“A Europa tem o talento e a tecnologia para liderar a inovação na área da defesa. Saúdo o acordo político de hoje, pois ele ajudará as nossas startups, PME e inovadores a trazer novas tecnologias para a defesa mais rapidamente e em maior escala. Reforçar a soberania tecnológica da Europa significa também garantir que as melhores ideias se transformem nas capacidades que mantêm os europeus em segurança”, refere Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão responsável pela Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, citada na nota de imprensa.
A Comissão Europeia considera que o novo instrumento complementa programas já existentes como o Fundo Europeu de Defesa (FED), o EU Defence Innovation Scheme (EUDIS) e o Hub for EU Defence Innovation (HEDI).
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