Procura por joias faz crescer vendas da dona da Cartier e Van Cleef & Arpels
Richemont, dona da Cartier e da Van Cleef & Arpels, faturou 6,3 mil milhões de euros no trimestre e superou as previsões dos analistas.

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As vendas da Richemont cresceram 20% em termos orgânicos no segundo trimestre de 2026 para 6,3 mil milhões de euros, de acordo com o Financial Times (acesso pago). O resultado superou a previsão dos analistas, que apontavam para um aumento de 11%.
A joalharia foi o principal motor do crescimento do grupo de luxo, com uma subida orgânica de 24% no trimestre. Desta forma, e segundo a mesma fonte, a divisão que integra as marcas Cartier e a Van Cleef & Arpels completou sete trimestres consecutivos com aumentos de vendas de dois dígitos. Buccelati e Vhernier também cresceram.
Resultados do grupo Richemont entre abril e junho de 2026

O Japão registou o maior crescimento regional, com as vendas a avançarem 36% face ao mesmo período do ano anterior. No continente americano, o aumento foi de 27%, enquanto todas as regiões, com exceção do Médio Oriente, apresentaram crescimentos superiores a 10%. As vendas no Médio Oriente aumentaram 3%, para os 530 milhões de euros, apesar dos efeitos da guerra na região sobre a procura de bens de luxo. A procura local compensou a redução dos gastos dos turistas causada pelo conflito na região, apesar de os Emirados Árabes Unidos terem registado uma descida moderada das vendas.
Analistas do Citigroup estimam que as vendas na China continental recuaram a uma taxa inferior inferior a dois dígitos, enquanto a Grande China, que inclui Hong Kong e Macau, cresceu a dois dígitos.
A divisão de relojoaria aumentou as vendas em 8%, com a Vacheron Constantin, a Jaeger LeCoultre e a A. Lange & Söhne entre as marcas com melhor desempenho. A área que inclui as marcas de moda e acessórios cresceu 9 %, para 724 milhões de euros, apoiada por aumentos de dois dígitos em marcas como Chloé, Alaïa, Peter Millar, Gianvito Rossi e Watchfinder & Co.
As ações da Richemont, sediada em Genebra, subiram 6% no início da sessão de quarta-feira. Já os títulos da LVMH, Kering e Hermès avançaram mais de 2%.
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