Montenegro “está pronto” para enviar ajuda de emergência à Venezuela

“A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos", diz Luís Montenegro. António José Seguro acompanha “com preocupação” a situação e manifestou a sua consternação.

O primeiro-ministro disse esta quinta-feira que o Governo está a acompanhar a situação na Venezuela “de perto” e “está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária”.

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“A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa”, afirmou Luís Montenegro, numa publicação na rede social X. O líder do Executivo deixou ainda uma “palavra de firme apoio e de total solidariedade” tanto para a Venezuela e para os venezuelanos como para os portugueses e lusodescendentes.

Mais tarde, Luís Montenegro revelou ter falado por telefone com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, a quem transmitiu as condolências pelas vítimas mortais e a solidariedade de Portugal perante a tragédia.

Numa outra publicação no antigo Twitter, o primeiro-ministro anunciou que Portugal colocou à disposição da Venezuela uma equipa de proteção civil de emergência com 50 elementos, que foi aceite pelas autoridades venezuelanas. Montenegro adiantou ainda que Portugal participará no apoio coordenado pela União Europeia através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil e garantiu que a embaixada portuguesa em Caracas e a rede consular estão mobilizadas para apoiar a comunidade portuguesa no país.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, trata-se de um grupo composto por polícias com cão para buscas nos destroços, uma unidade de emergência e socorro da GNR, membros da Proteção Civil, médicos, enfermeiros e tripulantes de ambulâncias e, “provavelmente”, também meios de ajuda humanitária.

Seguro envia manifesta “profunda consternação”

O Presidente da República também está a acompanhar a situação na Venezuela, depois de dois sismos – de 7,2 e 7,5 na Escala de Richter – terem atingido o país da América Latina e provocado centenas de vítimas mortais, além de feridos e destroços.

António José Seguro está a seguir “com preocupação” os desenvolvimentos da situação e manifestou a sua “profunda consternação perante o forte sismo”. “Neste momento ainda de incerteza, dirige ao povo venezuelano, aos portugueses aí residentes e às autoridades da República da Venezuela uma mensagem de solidariedade e esperança”, concluiu o chefe de Estado, numa mensagem divulgada pela Presidência da República.

A Venezuela sofreu dois sismos de elevada magnitude na quarta-feira. O primeiro sismo registado, de magnitude 7,2, ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguindo-se outro, de magnitude 7,5, e cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O mais recente balanço, divulgado por volta das 18h30 (hora de Lisboa), dá conta de, pelo menos, 188 mortos e 1.520 feridos. Há ainda 200 pessoas desaparecidas nos escombros.

Notícia atualizada às 19h10 com novo balanço do número de vítimas

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