TAP paga 4,75% para emitir 350 milhões em dívida a cinco anos
A companhia tinha planeado emitir 300 milhões de euros em 'senior notes', mas acabou por colocar 350 milhões, com a taxa a ficar abaixo dos cerca de 5,5% inicialmente apontados pela Bloomberg.
A TAP informou esta quinta-feira que emitiu 350 milhões de euros de dívida a cinco anos através de senior notes, a uma taxa de 4,75%, mais baixa do que inicialmente apontado por fontes do mercado.
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“A Transportes Aéreos Portugueses, S.A. anunciou que concluiu com sucesso o pricing de Senior Notes 4.750% com o valor nominal agregado de 350 milhões de euros e vencimento em 2031 através de uma oferta que representa um aumento de 50 milhões de euros face ao montante previamente anunciado da oferta”, informou a companhia aérea, em comunicado.
“As obrigações serão emitidas a um preço de emissão de 99,44951% e prevê-se que a liquidação da Oferta ocorra a 26 de junho de 2026, sujeita à concretização das condições habituais de liquidação”, adiantou, explicando ainda que “as receitas ilíquidas da Oferta serão utilizadas para (i) finalidades societárias gerais e (ii) pagar as comissões e despesas associadas à oferta“.
A plataforma International Finance Review (IFRA) noticiara ao início da tarde desta quinta-feira que a TAP tinha reforçado o montante da emissão para 350 milhões de euros, de 300 milhões, adiantando que a taxa de juro deveria ficar entre 5% e 5,25%.
A agência Bloomberg também noticiou durante a manhã que a TAP iria pagar uma taxa de juro de perto de 5,5% para emitir 300 milhões de euros em dívida a cinco anos. Citando uma fonte familiarizada com a operação, a agência dizia que a companhia aérea portuguesa deverá pagar “mid 5%s”, ou seja perto de 5,5%, com a taxa final a ser estabelecida esta quinta-feira.
Na quarta-feira, a agência tinha noticiado que a TAP estava no mercado para emitir dívida adiantando que a companhia aérea estava a realizar encontros virtuais com investidores institucionais.
Segundo a agência financeira, a TAP organizou uma teleconferência global com investidores na manhã de quarta-feira, seguida de “pequenas reuniões em grupo”, também em formato remoto e que se estenderiam até quinta-feira.
Os joint global coordinators & physical book runners são o Citi e o Crédit Agricole CIB, enquanto os joint book runners são o BofA e o Morgan Stanley, adiantou a agência.
A TAP anunciou no final da semana passada que finalizou os processos de alienação das suas participações na Cateringpor e na SPdH, concluindo os últimos compromissos do Plano de Reestruturação do Grupo TAP assumidos com a Comissão Europeia em 2021 e no qual o Estado português injetou 3,2 mil milhões de euros.
A companhia aérea adiantou, em comunicado enviado nessa altura, que após uma redução do capital social cumpriu o compromisso de um reembolso parcial do auxílio de Estado, no montante de 24,99 milhões de euros.
Já esta terça-feira, Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Transportes anunciou que o vencedor da privatização da TAP só no verão de 2027 poderá entrar efetivamente no capital na transportadora, culpando “esta Europa se calhar demasiado burocrática e penalizadora dos tempos de decisão”.
Porém, o ministro frisou que o grupo que será escolhido em setembro deste ano poderá, ainda em 2026, ficar com a cogestão da companhia de aviação em conjunto com a administração da TAP.
(Notícia atualizada às 18h27 com informação sobre o pricing final)
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