Pingo Doce lança novo programa para formar (e aproximar-se a) produtores e fornecedores nacionais
Empresa da Jerónimo Martins, que trabalha com 115 fornecedores nacionais de legumes e frutas, vai também fazer um diagnóstico às práticas sociais e ambientais dessas empresas e cooperativas.
O grupo Jerónimo Martins, através do Pingo Doce, lançou um novo programa destinado a produtores e fornecedores nacionais. O “Cultivar” tem como objetivo reunir os parceiros de negócio com produtos locais para formações e partilhas de conhecimento que acelerem a inovação e o desenvolvimento de práticas agrícolas sustentáveis.
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O programa vai contar com três pilares de intervenção: inovação na agricultura, otimização do negócio e aproximação à comunidade. Entre as ações previstas estão capacitações técnicas, cursos de boas práticas de produção, utilização de recursos naturais e adaptação às alterações climáticas e incentivos ao desenvolvimento de projetos de inovação e sustentabilidade, como explicaram ao ECO as porta-vozes do projeto.
“Passa por um aumento substancial da colaboração com os parceiros e pela promoção de uma agricultura mais eficiente, resiliente e preparada para os desafios futuros. Com esta abordagem, pretendemos gerar valor ao longo de toda a cadeia, que se traduz na entrega ao consumidor de frescura, sabor, inovação, diferenciação e transparência nos nossos processos e produtos”, disse Sara Domingos, manager da área de Inovação e Desenvolvimento de Fornecedores na Jerónimo Martins e coordenadora do “Cultivar”.
A iniciativa, lançada durante a Feira Nacional da Agricultura em Santarém, insere-se na estratégia de valorização da produção nacional do Pingo Doce, que trabalha com 115 fornecedores portugueses de frutas e legumes. Neste segmento hortifrutícola, a grande maioria (cerca de 95%) das compras é feita a fornecedores nacionais, aos quais, em 2025, foram feitas compras equivalentes a cerca de 315 mil toneladas.
No cômputo geral, 80% de todas as compras para a cadeia de supermercados Pingo Doce são feitas a fornecedores nacionais. No entanto, a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos não divulgou o valor do investimento neste novo passo para fortalecer a ligação e aproximar-se aos mesmos.
“Para desenvolver este programa, montámos uma equipa multidisciplinar e muito capacitada que envolve as áreas da Qualidade, Comercial e da Sustentabilidade para garantir uma compra responsável e partilhar conhecimento entre toda a cadeia de valor, desde o produtor até ao consumidor. A categoria de frutas e legumes, presente desde sempre na entrada das lojas, assume um papel central na experiência de compra e leva-nos a desenvolver um trabalho exigente e rigoroso em todas as etapas, desde o produtor até chegar às lojas”, refere Sara Domingos.
Segundo a responsável, existem pelo menos três efeitos positivos gerados por esta relação de proximidade com os produtores e distribuidores locais: “Facilita a garantia de frescura dos produtos alimentares; torna possível ter rotas de transporte mais curtas, e com isso ajudar a reduzir os impactes ambientais associados aos nossos produtos e operações; cria impacto positivo nas economias locais, que beneficiam desta relação de parceria do Pingo Doce com produtores e fornecedores locais, que promove negócios a nível regional e a criação de oportunidades de emprego”.

A companhia vai ainda medir o pulso a alguns critérios ESG dos parceiros com quem pretende “alimentar relações duradouras” e manter no longo prazo. No terceiro pilar – de aproximação – está prevista a elaboração de um estudo inicial para criação de uma matriz de trabalho que permita traçar um diagnóstico dos fornecedores em matérias sociais e ambientais.
Susana Fernandes, responsável de qualidade do programa Cultivar e outra das porta-vozes do Cultivar, faz ainda referência à promoção de projetos que contribuam para a preservação da biodiversidade, garantindo que todos poderão contar com o Pingo Doce para “tomar decisões informadas e fundamentadas”. “Outro exemplo de ação que será desenvolvida neste pilar terá como foco a redução de desperdício alimentar, não só através do encaminhamento de excedentes como através de novos projetos de economia circular”, exemplifica Susana Fernandes.
Quanto à capacitação técnica, Susana Fernandes esclarece ao ECO que se trata de formações técnicas, encontros com especialistas e ações de demonstração que “levem à incorporação de inovação na agricultura”. Fica, então apenas a faltar a calendarização destas sessões para empresas e cooperativas, com quem pretende Cultivar longas relações.
Notícia atualizada às 12h00 com indicação de que o Cultivar pertence à marca Pingo Doce
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