Draycott compra empresa de espaços verdes da Amadora
Empresa da Amadora fatura mais de quatro milhões, fez cerca de 200 projetos de espaços verdes em seis anos e tem uma equipa de 16 arquitetos e engenheiros agrónomos e uma centena de jardineiros.
A sociedade de capital de risco e private equity Draycott comprou a empresa portuguesa Jardins do Paço, que se dedica à construção e manutenção de espaços verdes. O negócio foi realizado através da Greenview, que é controlada pelo fundo Draycott II FCR, e notificado à Autoridade da Concorrência (AdC) a 8 de junho.
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A Jardins do Paço tem como principais atividades a execução de empreitadas de construção civil e obras públicas e trabalhos de manutenção técnica, a elaboração de projetos de arquitetura paisagista, a gestão e a fiscalização de empreitadas de espaços verdes. “Pode ainda desenvolver a atividade de viveirista de plantas ornamentais, agrícolas e florestais e a de representação e comercialização de plantas, materiais e equipamentos para espaços verdes”, segundo a AdC.
Fundada em 2020 e com sede na Amadora, a Jardins do Paço contabiliza mais de 200 projetos, aproximadamente 500 obras e cerca de 550 mil metros quadrados de manutenções. A equipa é composta por 16 arquitetos e engenheiros agrónomos e uma centena de jardineiros. Em 2024, a empresa do Alfrapark teve uma faturação de 4,23 milhões de euros, o que representa uma subida de 41% em comparação com o ano anterior, segundo os dados consultados pelo ECO.
Por sua vez, a Greenview é uma sociedade da Draycott dedicada às atividades de conceção, construção, manutenção e requalificação de jardins, espaços verdes e áreas paisagísticas. A criação desta marca ‘verde’ ocorreu no início de maio aquando da aquisição das empresas Jardim Vista e Sograma. A Greenview tem presença em regiões consideradas estratégicas como Lisboa, Algarve e Comporta e pretende posicionar-se perante uma base de clientes diversificada, que inclui o segmento residencial, hotelaria, empresas e promotores imobiliários.
O valor da terceira transação no âmbito da Greenview não foi divulgado. “Quaisquer observações sobre a operação de concentração em causa devem identificar o interessado e indicar o respetivo endereço postal, email e número de telefone. Se aplicável, as observações devem ser acompanhadas de uma versão não confidencial, bem como da fundamentação do seu caráter confidencial, sob pena de serem tornadas públicas”, explica a autoridade liderada por Nuno Cunha Rodrigues.
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