Montenegro considera contributo de Seguro “válido”, mas garante que PTRR responde aos desafios
Presidente da República considera que consequências das tempestades exigem que se acelerem "apoios", Montenegro garante que resposta está a ser dada e que restantes desafios estão previstos no PTRR.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu que a avaliação do Presidente da República sobre a resposta do Governo às tempestades é “muito” válido, mas que as principais críticas têm resposta no PTRR, o plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência.
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“Bem sabendo nós que começou por não correr tudo bem”, admitiu o primeiro-ministro durante o debate quinzenal no Parlamento, em resposta à interpelação do Chega, atribuindo, contudo, essas falhas ao caráter inédito do fenómeno climático.
Neste sentido, considerou que “as palavras do relatório da Presidência Aberta são muito válidas”, e o seu “contributo é muito válido”, e sublinhou que “está praticamente tudo incluído e em implementação no PTRR”, salientando que o programa “é sempre suscetível de reprogramação e recalendarização”.
No sábado, foi conhecido – embora ainda não divulgado oficialmente – o relatório da Presidência Aberta na Zona Centro do país, realizada por António José Seguro entre 6 e 10 de abril às zonas afetadas pelas tempestades, no qual o Presidente da República considera que as consequências do mau tempo que atingiu o país no início do ano exigem que “se acelerem apoios, se clarifiquem medidas” e se melhore a coordenação entre entidades no terreno.
Montenegro recordou ainda que o Executivo falou com o Presidente da República, os partidos políticos e as universidades na preparação do novo PTRR, de forma a encontrar respostas para os problemas identificados. E sobre a resposta de emergência e a recuperação dos territórios mais afetados pelas tempestades, o primeiro-ministro defendeu que o Governo esteve “muito presente, muito próximo” das populações, destacando também a “qualidade, competência e dedicação” dos agentes locais, incluindo os autarcas.
O primeiro-ministro garantiu ainda que os apoios às empresas já cobriram “mais de 90% das candidaturas apresentadas” e que a maioria dos casos está decidida.
Luís Montenegro garantiu ainda que o Governo não é daqueles que “disparam primeiro e pensam a seguir” nem que “opinam com excesso de velocidade, sem ponderar”, assegurando que o Executivo procura tomar decisões da forma mais “consequente” possível.
“O Governo não governa a pensar em sondagens. Governa a pensar no país, na vida das pessoas, na vida das empresas e competividade”, disse.
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