Tribunais suíços apreendem bens de Drahi após processo de Armando Pereira

  • ECO
  • 26 Maio 2026

Em causa está uma ação judicial interposta pelo português Armando Pereira para reaver pelo menos 1,3 mil milhões que alega serem devidos por Patrick Drahi.

A disputa entre o bilionário Patrick Drahi e o cofundador da Altice Armando Pereira intensificou-se, depois de os tribunais suíços terem ordenado o confisco de bens do dono do grupo de telecomunicações, após uma ação judicial interposta pelo português para reaver, pelo menos, 1,2 mil milhões de francos suíços (cerca de 1,3 mil milhões de euros) que alega serem-lhe devidos.

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As decisões dos tribunais de Genebra e Viège, que vieram a público esta terça-feira, abrangem um imóvel residencial em Cologny, bens imobiliários em Zermatt, créditos detidos por Patrick Drahi contra várias empresas suíças em liquidação e outros ativos formalmente detidos por familiares seus, mas que “na verdade” são propriedade sua, de acordo com os advogados de Armando Pereira, avançou o jornal francês Libération.

Segundo os juristas Jean Tamalet e Aurélie Chazottes, do escritório King & Spalding, as sentenças da justiça suíça “confirmam” o que têm “vindo a afirmar desde o início”. Ou seja, que ele “é detentor de um direito substancial, cuja base contratual é agora reconhecida judicialmente como plausível, e cuja execução será assegurada, passo a passo, tribunal a tribunal, até à sua plena recuperação”.

“O Sr. [Armando] Pereira mantém-se, como sempre, aberto a uma discussão justa. Caso contrário, a lei seguirá o seu curso”, indicam os advogados do fundador português da Altice, conforme cita a agência Bloomberg.

O caso reacende numa altura em que Patrick Drahi está a vender partes do seu império de telecomunicações, no qual o seu antigo sócio defende que ainda detém uma participação significativa, nomeadamente de 20% nos lucros de alguns dos seus investimentos. Ambos fundaram a dona da Meo em 2002, mas estão afastados desde o caso de corrupção que foi conhecido em 2023 e levou à detenção de Armando Pereira, bem como a buscas e apreensões.

Em causa está a Operação Picoas, em que através do mecanismo da colaboração judiciária internacional, as autoridades francesas pediram ajuda a Portugal para realizar novas buscas em Vieira do Minho, nas casas de Armando Pereira, em Guilhofrei, na de Hernâni Vaz Antunes, em Gualtar, e a várias empresas do empresário minhoto.

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