Ataque ao Irão baixa expetativa de um acordo rápido e aumenta preço do petróleo
Depois da expetativa de um acordo rápido no conflito ter levado a uma forte queda do preço da matéria-prima, novos ataques estão esta segunda-feira a elevar o preço para perto dos 100 dólares.
Os ataques lançados pelos EUA na segunda-feira à noite contra alvos no sul do Irão estão a levar a uma subida das cotações do Brent, o petróleo de referência para a Europa. A nova ofensiva veio pôr água fria nas expectativas de um acordo a breve trecho para pôr fim ao conflito.
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Os contratos futuros do Brent valorizam 2,19% para 98,25 dólares por barril às primeiras horas da manhã de terça-feira, reaproximando-se da fasquia dos 100 dólares. Nos EUA, o West Texas Intermediate, que não negociou na segunda-feira devido ao feriado, está a descer cerca de 5% face ao fecho de sexta-feira, indicam dados da Reuters.
Segundo as agências internacionais, os ataques visaram estruturas de lançamento de mísseis e barcos usados para a colocação de minas no Estreito de Ormuz. O capitão Tim Hawkins, porta-voz do exército, afirmou que se trataram de ataques” defensivos” para proteger as tropas americanas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na terça-feira que as negociações para um acordo com o Irão poderão “demorar alguns dias”. Sobre os ataques, referiu que o Estreito de Ormuz tem de ser reaberto “de uma maneira ou de outra”.
A ofensiva aconteceu numa altura em que o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão estava no Qatar para conversações com o primeiro-ministro sobre um possível acordo com os EUA para pôr fim ao conflito.
“Os investidores estão a apostar fortemente que um avanço diplomático permitirá finalmente desbloquear os petroleiros que permaneceram paralisados dentro e nas imediações do Estreito de Ormuz”, afirmou Tim Waterer, analista-chefe de mercados da KCM Trade à agência Reuters.
Por ora, as armas continuam a falar mais alto. O trânsito de navios no Estreito de Ormuz continua a ser quase inexistente. A agência dá conta da passagem de apenas três navios de transporte de gás natural e um petroleiro com destino ao Paquistão, China e Índia.
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