Vista Alegre retoma crescimento nos lucros com Ronaldo como investidor

Grupo controlado pela Visabeira e pelo futebolista madeirense viu os lucros voltarem a crescer para 4,7 milhões de euros em 2025. Mercados internacionais já valem 71% das vendas consolidadas.

No primeiro ano completo com o futebolista Cristiano Ronaldo na estrutura acionista, a Vista Alegre conseguiu retomar a trajetória de crescimento nos lucros, que subiram para 4,7 milhões de euros em 2025 depois de terem encolhido 34% no ano anterior.

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O grupo de Ílhavo, que vai construir uma nova fábrica de 40 milhões de euros após garantir um mega contrato de fornecimento de louça de mesa em grés, reportou esta quinta-feira um volume de negócios consolidado de 144,3 milhões e que ficou 5,5% acima do período homólogo.

A empresa controlada pela Visabeira e participada pelo capitão da seleção nacional – entrou como investidor no verão de 2024 ao comprar 10% da holding Vista Alegre Atlantis e ao ficar também com 30% do capital da subsidiária em Espanha – obteve o maior volume de vendas precisamente no segmento grés: 62,9 milhões de euros (+11,4%).

Na porcelana e na faiança, a dona das marcas Vista Alegre e Bordallo Pinheiro alcançou igualmente uma evolução positiva, com aumentos de 4,9% e 3,4%, respetivamente. Por outro lado, no segmento cristal e vidro baixou as vendas em 12,3%, equivalente a uma perda de 1,8 milhões de euros, “essencialmente devido à contração no mercado internacional das bebidas premium”.

Os mercados internacionais continuam a ser o principal motor da Vista Alegre, comprada em 2009 pelo grupo de Viseu e que é atualmente constituído por 15 empresas, controlando seis fábricas em Portugal e empregando perto de 2.400 funcionários. Após crescer 8,3% em 2025, a faturação fora do país passou a representar 71% do total.

Fernando Daniel Nunes, presidente da comissão executiva da Vista Alegre

Em 2025, o grupo agora liderado por Fernando Daniel Nunes (o filho do fundador da Visabeira substituiu Nuno Terras Marques à frente da comissão executiva) atingiu um EBITDA de 27,7 milhões de euros (+1%) e uma margem EBITDA de 19,2%, “o que, tendo em conta o impacto negativo proveniente do incremento do custo de gás e eletricidade, é um excelente indicador da resiliência do negócio”, assinala.

No comunicado aos investidores, o grupo industrial destaca ainda o “reforço da solidez financeira” por via da redução da dívida líquida consolidada (após incentivos não reembolsáveis a receber) em 5,7 milhões de euros, face a dezembro de 2024. Totalizava 66,4 milhões no final do ano passado, tendo o rácio de dívida líquida sobre EBITDA baixado para 2,4x no mesmo período.

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