Governo cria grupo de trabalho para acompanhar investimento em defesa via Portugal 2030

Contribuir para a elaboração de avisos e processo de seleção das candidaturas ao Portugal 2030 são algumas das responsabilidades do grupo de trabalho interministerial.

O Governo criou um grupo de trabalho para definir as linhas orientadoras e acompanhar os investimentos no setor de Defesa via Portugal 2030, fundo europeu que prevê investimentos neste setor.

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“Uma das novas prioridades identificadas pela União Europeia respeita ao setor da defesa, para o qual foram criados dois novos objetivos específicos (OE) no quadro da política de coesão: ‘Reforçar as capacidades industriais para promover capacidades de defesa, dando prioridade às capacidades que tenham caráter de dupla utilização’ e ‘Desenvolver infraestruturas resilientes de defesa, dando prioridade às que tenham caráter de dupla utilização, inclusivamente para promover a mobilidade militar na União, e ainda melhorar a preparação civil'”, pode ler-se em despacho de 20 de março publicado esta quinta-feira em Diário da República.

“O apoio financeiro do Portugal 2030 a projetos neste setor, conforme previsto nos processos de reprogramação aprovados no final de 2025, é assegurado, essencialmente, pelos programas regionais do continente, podendo vir a ser complementado pelo COMPETE 2030, nomeadamente no âmbito da STEP – Plataforma de Tecnologias Estratégicas para a Europa (Strategic Technologies for Europe Platform), recentemente alargada às tecnologias do setor da defesa”, é detalhado.

Missão do grupo de trabalho

Neste quadro, e “visando garantir o alinhamento estratégico e a coerência no apoio ao nível do setor da defesa”, o Governo decidiu criar um grupo de grupo de trabalho interministerial. O mesmo tem como missão “promover a articulação e disponibilização de informação necessária à adequada preparação dos instrumentos e processos para seleção de investimentos a apoiar pelo Portugal 2030 no setor da defesa, definir linhas orientadoras para aqueles investimentos e promover o seu acompanhamento“.

Mas também “a articulação entre as entidades relevantes, de forma a assegurar que a implementação da nova prioridade estratégica da defesa, no âmbito dos programas do Portugal 2030, decorre de modo célere, eficiente e coerente”.

O grupo irá contribuir para a “elaboração de avisos para apresentação de candidaturas nos objetivos específicos do Portugal 2030 relacionados com o setor da defesa”, garantindo “o seu alinhamento com as orientações estratégicas nacionais existentes para aquele setor e a complementaridade com outros instrumentos de financiamento disponíveis”.

Deverá ainda contribuir para o “alinhamento das condições de financiamento e para a preparação e harmonização dos critérios de seleção das operações, designadamente considerando outros instrumentos de financiamento disponíveis”.

Caberá ao grupo “acompanhar a implementação global destes objetivos específicos e das operações apoiadas, incluindo a identificação de progressos, estrangulamentos, medidas corretivas e das melhores práticas”; bem como “aferir da necessidade e propor medidas de capacitação que permitam melhorar e acelerar a execução dos objetivos específicos associados ao setor da defesa”.

Sob coordenação da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, o grupo deverá ter um elemento do Gabinete do Ministro da Defesa Nacional; do Gabinete do Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional; do Gabinete do Secretário de Estado Economia; do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto da Defesa Nacional; um representante da autoridade de gestão do Programa Temático Inovação e Transição Digital (COMPETE 2030); da autoridade de gestão de cada um dos programas regionais do continente; do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA); da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional (SG/MDN); da Direção-Geral de Política de Defesa Nacional (DGPDN); da Direção-Geral de Armamento e Património da Defesa Nacional (DGAPDN); da idD Portugal Defence; da AICEP e da Estrutura de Missão Recuperar Portugal (EMRP).

O grupo de trabalho extingue-se em 31 de dezembro de 2030.

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