Leiria e Coimbra lideram exposição de crédito dos bancos aos concelhos mais afetados pelo mau tempo
Bancos tinham 34 mil milhões de euros em empréstimos a famílias e empresas dos 90 concelhos onde foi declarada a situação de calamidade por causa do mau tempo. Leiria e Coimbra lideram exposições.
Leiria e Coimbra lideram a exposição de crédito dos bancos aos concelhos mais afetados pelo mau tempo que afetou o país nos meses de janeiro e fevereiro, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.
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Nos 90 concelhos onde foi declarada a situação de calamidade, na sequência do chamado comboio de tempestades, as exposições dos bancos em termos de empréstimos às empresas e famílias ascendiam a 13,5 mil milhões de euros e 20,8 mil milhões, respetivamente.
Por concelho, Leiria e Coimbra são aqueles onde a banca revela uma maior exposição, mostram os dados do banco central publicados no relatório sobre os desenvolvimentos recentes no setor bancário, publicado hoje.

No caso do concelho leiriense, tem um peso de 8,4% no que toca às empresas (mais de 1,1 mil milhões de euros) e 6,4% (1,3 mil milhões) no que toca às famílias – isto dentro da exposição total aos concelhos afetados.
Quanto a Coimbra, representa 4,4% da exposição dos bancos no segmento das empresas (cerca de 600 milhões de euros) e 8,2% (aproximadamente 1,7 mil milhões) em relação às famílias.

O supervisor salienta que, com a materialização de eventos extremos da mesma natureza que afetou várias regiões do país em fevereiro, “verifica-se também um aumento dos riscos para o setor bancário, em particular o risco de crédito”, sobretudo por conta dos estragos em fábricas e habitações que podem comprometer o cumprimento das responsabilidades das empresas e famílias junto da banca.
O Banco de Portugal revela que, “antes do impacto das tempestades, estas exposições não evidenciavam um nível de risco de crédito superior ao da carteira total de empréstimos”.
Por exemplo, no crédito à habitação, o rácio de crédito malparado era de 0,8% tanto nos concelhos afetados como em todo o país. Em stage 2 (já com alguma probabilidade de incumprimento) o rácio era de 6% nos concelhos afetados em comparação com 5,9% no geral.
Nas empresas, o supervisor adianta que praticamente um terço da exposição está associado a empréstimos com garantia de um ativo fixo, imóvel ou outro (como um equipamento ou maquinaria), num montante de cerca de 4,1 mil milhões de euros.
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