Seguro faz primeiras nomeações, mas mantém Casa Civil sem liderança definitiva. Conheça a equipa
Chefe de Estado avançou com as primeiras 18 nomeações para a Casa Civil, mas mantém por definir a chefia da estrutura. Parte da equipa transita da Presidência de Marcelo Rebelo de Sousa.
Com efeitos retroativos a 9 de março, dia da tomada de posse, o Presidente da República, António José Seguro, formalizou esta quarta-feira a primeira vaga de nomeações para a Casa Civil. Apesar dos 18 despachos agora publicados, a estrutura continua sem uma chefia definitiva, mantendo-se Cláudia Ribeiro como responsável transitória, adiantou o semanário Expresso e confirmou o ECO no Diário da República.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
A ausência de um chefe da Casa Civil — cargo central na coordenação política e administrativa da Presidência — marca este arranque do mandato, numa fase em que Seguro opta por avançar de forma gradual na composição da sua equipa. O ECO questionou a Presidência da República sobre os motivos no atraso da nomeação do chefe da Casa Civil, mas até ao fecho da edição deste artigo não obteve resposta.
O Chefe de Estado oficializou colaboradores que já vinham trabalhando consigo desde o primeiro dia. Luís Sobral assume a área da comunicação e Rita Saias fica responsável por dossiês ligados sobretudo à juventude. A estes junta-se Maria Luísa Maduro Colaço, até aqui assessora parlamentar na Assembleia da República.
Seguro mantém parte da equipa de Marcelo
Ao mesmo tempo, Seguro confirma uma estratégia de continuidade ao integrar elementos da equipa de Marcelo Rebelo de Sousa, seu antecessor. Marco Almeida e Ricardo Branco transitam da área da comunicação e passam a consultores, com estatuto equiparado ao de assessores. Também Florinda Cruz e Paula Fragata Martins de Almeida — esta última técnica superior do Ministério dos Negócios Estrangeiros — entram como consultoras.
A ligação ao Parlamento é reforçada com a escolha de Cristina Maria Martins Farinha Tavares Gomes, que deixa o quadro técnico da Assembleia da República para assumir funções como adjunta do gabinete presidencial.
Na Secretaria-Geral da Presidência, o novo chefe de Estado mantém a linha de continuidade: Ana Cristina Martins Baptista é promovida a secretária-geral, depois de exercer funções como adjunta, enquanto Maria Joana de Andrade Ramos permanece como secretária-geral adjunta.
No plano administrativo, Seguro nomeia duas secretárias pessoais — Susana Martins da Silva e Madalena Santos Pais Madureira — e seis secretárias da Casa Civil: Alexandrina Soares, Ana Carla Mateus, Clara Franco, Maria Cristina Louzeiro, Daniela Fonseca e Mónica Almeida.
Ao todo, são 18 nomeações que começam a dar forma à equipa presidencial, ainda longe de estar completa. A estrutura da Casa Civil prevê até 12 assessores, quatro adjuntos, 14 secretários e um número ilimitado de consultores, deixando margem para novas escolhas nos próximos dias.
Nos primeiros dias de mandato, o Presidente da República justificou o ritmo mais lento com a necessidade de “ponderação”, preferindo avaliar o funcionamento interno antes de fechar a composição da equipa. Para já, essa prudência traduz-se numa Casa Civil ainda sem liderança definitiva — uma decisão que mantém em aberto um dos cargos mais influentes de Belém.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Seguro faz primeiras nomeações, mas mantém Casa Civil sem liderança definitiva. Conheça a equipa
{{ noCommentsLabel }}