Secretas portuguesas alertam para ciberataques a WhatsApp e Signal de governantes

Os ataques visam obter informação de autoridades com acesso a informação sensível nacional e de países aliados, alerta o Serviço de Informações de Segurança (SIS).

As Secretas nacionais emitiram um alerta a ataques cibernéticos a nível global “patrocinados por um Estado estrangeiro” às contas de WhatsApp e de Signal de governantes ou autoridades com acesso a informação sensível nacional e de países aliados. Não aceitar novas adições nas conversações a decorrer nestas plataformas ou evitar leituras de QR são algumas das recomendações do Serviço de Informações de Segurança (SIS).

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Está em curso uma campanha cibernética global, patrocinada por um Estado estrangeiro, com o objetivo de obter acesso às contas de WhatsApp e de Signal de governantes, diplomatas, militares e outros responsáveis com acesso a informação confidencial de origem nacional, bem como de países aliados“, pode ler-se no site do Serviço de Informações de Segurança (SIS).

O SIS não identifica o “Estado estrangeiro” que se suspeita estar por trás deste ataque cibernético global, mas no início de março as Secretas portuguesas admitiam ao ECO/eRadar estar a monitorizar “eventuais consequências e ramificações do conflito” no Médio Oriente ao nível de segurança. O Irão, juntamente com Rússia e Coreia do Norte, são apontados nos relatórios de segurança a nível global como Estados patrocinados de ataques cibernéticos a alvos Ocidentais, sejam elas empresas ou infraestruturas públicas ou privadas.

Neste ataque, o SIS alerta para alguns dos métodos usados para furar a segurança das plataformas. “Através de vários métodos de atuação, os atacantes procuram levar os utilizadores das plataformas de comunicações a partilhar dados sensíveis, como palavras passe, que lhes permitam comprometer as respetivas contas no WhatsApp e o Signal. De seguida, estes agentes hostis podem aceder a conversações individuais e de grupo, a ficheiros partilhados, ou mesmo lançar novas campanhas de phishing tendo como alvos os contactos dos utilizadores”, descreve o serviço de informações português responsável por proteger a segurança interna, prevenir o terrorismo, espionagem e sabotagem, integrado no SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa).

“Esta campanha não significa que o WhatsApp ou o Signal tenham sido comprometidos, nem que as duas plataformas estejam vulneráveis. Os atacantes estão apenas a explorar um eventual uso menos precavido por parte dos utilizadores, que confiam nas ferramentas de encriptação das duas aplicações que se popularizaram como um meio de comunicação seguro”, ressalva.

O SIS emitiu ainda um conjunto de recomendações sobre como os potenciais visados deverão proceder para proteger as suas plataformas de potenciais ataques.

  • “Verificar, por meios alternativos, a veracidade de todas as novas interações e de novos contactos no WhatsApp e no Signal”;
  • “Nunca partilhar credenciais e códigos de verificação de contas”;
  • “Limitar a leitura de códigos QR no WhatsApp ou no Signal a situações justificadas e iniciadas pelo próprio”;
  • “Não permitir a adição não autorizada a grupos de conversação no WhatsApp ou Signal”;
  • “Maximizar as definições de segurança e de privacidade nas contas nas aplicações WhatsApp ou Signal”;
  • “Reportar todas as situações suspeitas ou hostis à sua unidade de cibersegurança institucional e às entidades nacionais competentes”.

 

Veja aqui as recomendações do SIS sobre como atuar:

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