Construção do Hospital Central do Algarve vai custar 420 milhões
"Dia fundamental, dia histórico e decisão histórica para o Algarve", assinala o Governo, que repete uma decisão tomada por José Sócrates em 2008. Investimento em 26 anos será de 1.100 milhões.

A construção do novo Hospital Central do Algarve já foi aprovada em Conselho de Ministros (CM), anunciou esta sexta-feira o Governo. O valor do investimento na obra será de “mais de 420 milhões de euros”, a desenvolver em modalidade de parceria público-privada (PPP), resultando num encargo total de 1.100 milhões de euros para o Estado ao longo de 26 anos, já considerando encargos financeiros, contabilizou António Leitão Amaro, ministro da Presidência.
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“Depois de 20 anos, depois de oito primeiras pedras, foi finalmente, por este Governo, hoje, aprovada a construção do Hospital Central do Algarve”, anunciou António Leitão Amaro na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Executivo.
Hoje é um dia histórico para os algarvios, para o Algarve e para o país. Finalmente, uma das mais importantes obras na saúde em Portugal vai andar e vai acontecer. O Hospital Central do Algarve, sonho de tantos, concretizada por este Governo com esta decisão hoje do Conselho de Ministros.
O anúncio de que haveria fumo branco sobre este hospital localizado nos territórios de Faro e Loulé surgiu no debate parlamentar de quinta-feira, pela boca do primeiro-ministro.
“Hoje é um dia histórico para os algarvios, para o Algarve e para o país. Finalmente, uma das mais importantes obras na saúde em Portugal vai andar e vai acontecer. O Hospital Central do Algarve, sonho de tantos, concretizada por este Governo com esta decisão hoje do Conselho de Ministros”.
Na área da saúde, o CM aprovou também um reforço de dez milhões de euros para acordos de cooperação do Estado com misericórdias para prestação de serviços de saúde. O dinheiro será canalizado para as misericórdias da região Norte, detalhou Leitão Amaro.
Leitão lembra “nuvens cor-de-rosa” com Sócrates

O Hospital Central do Algarve é um processo com cerca de duas décadas. Em 2008, o Governo de José Sócrates deu os mesmos passos que o de Luís Montenegro toma agora, ficando na altura prometida a inauguração para 2012. O custo, à data, seria de 250 milhões de euros e envolvia igualmente uma PPP.
“Eu estava mesmo à espera de ver o secretário-geral do Partido Socialista [dizer] que quem decidiu o Hospital Central do Algarve foi o engenheiro José Sócrates, quando pôs uma das primeiras pedras. Ou, já agora, o Governo do PSD e CDS de Pedro Santana Lopes quando tomou medidas, as primeiras, para realizar o estudo que levou à realização. Não faz quem fala, quem promete, quem governa em nuvens cor-de-rosa. Faz quem contrata, quem paga, quem executa“, reclamou.
Nesta conferência de imprensa não foram indicadas datas para o concurso público, para o início de construção ou uma previsão de data de inauguração. Remetendo mais informações para o Ministério da Saúde, o ministro da Presidência deixou no ar uma data indicativa: “Sei que se estima que os pagamentos decorram a partir de 2032. É uma obra muito grande, muito significativa. É necessário fazer a contratação da PPP, lançar os procedimentos concursais, fazer o concurso, fazer a obra”.
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