Receita do imposto sobre o jogo online aumenta 28% em 2023
Cada jogador gasta, em média, o equivalente a cerca de 2,5 euros por dia e apenas 6% gasta mais do que 100 euros por mês.
A receita do Imposto Especial de Jogo Online (IEJO) ascendeu a 268 milhões de euros em 2023, subindo 28,3% face a 2022, com o gasto médio diário por jogador a rondar os 2,5 euros. Em comunicado, a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO) refere que parte das receitas do IEJO, num “valor recorde” de cerca de 51 milhões de euros, foi canalizada para financiamento das federações desportivas.
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Dos 268 milhões de receita de IEJO em 2023, 81,4 milhões de euros foram registados no quarto trimestre de 2023, o que reflete uma subida homóloga de 16,4%, segundo o relatório trimestral agora divulgado. Neste último trimestre do ano passado, a receita bruta do jogo online atingiu os 227,4 milhões de euros, um valor que revela alguma desaceleração face a registos anteriores. De referir que no mesmo trimestre de 2022, a receita tinha sido de 195,3 milhões de euros, o que se traduziu num crescimento de 39,7%.
Para Ricardo Domingues, presidente da APAJO, a evolução da receita revela que o jogo online em Portugal “está a atingir uma fase de maturidade, tal como todo o setor do entretenimento digital”, sublinhando que o quarto trimestre de 2023 teve “o menor crescimento percentual homólogo desde o lançamento do mercado regulado”.
Os dados agora divulgados indicam ainda que cada jogador gasta, em média, o equivalente a cerca de 2,5 euros por dia, valor em linha com um estudo desenvolvido pela Aximage para a APAJO, em julho de 2023, que apontava que 77,6% dos jogadores online despendesse até 50 euros por mês. De acordo com o mesmo estudo apenas 6% gasta mais do que 100 euros por mês.
Para o presidente da APAJO, “a generalidade do consumidor de jogo online em Portugal tem um nível de dispêndio com o jogo online em linha com o razoável para um produto de entretenimento”. Ainda assim, salienta Ricardo Domingues, o setor está em diálogo com a comunidade científica e técnica, para além do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos e stakeholders políticos, “para encontrar os melhores caminhos de proteção para os jogadores que poderão vir a manifestar comportamentos problemáticos” afirmou Ricardo Domingues.
Em comunicado, a APAJO refere que as ferramentas já disponíveis no jogo licenciado em Portugal “têm vindo a cumprir o seu papel, nomeadamente as autoexclusões que acontecem essencialmente nos sites e aplicações dos operadores”. Salienta ainda que a APAJO tem estado a desenvolver várias iniciativas de prevenção de comportamentos aditivos ligados ao jogo e a monitorizar as atividades de jogo ilegal, que em Portugal geram uma perda de pelo menos 100 milhões de euros em impostos.
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