Programas regionais deixam de ser gaveta financeira para financiar “despesa nacional”, diz ministra da Coesão
Já foram abertos os primeiros concursos do PT2030 para a economia, formação e desenvolvimento regional, no âmbito dos programas regionais, com uma dotação de 221 milhões de euros.
Para a ministra da Coesão, a grande diferença do Portugal 2030 face aos anteriores quadros comunitários de apoio é o facto de os programas regionais deixarem de ser uma “gaveta financeira para política nacional”. Ana Abrunhosa sublinha que os programas afetos às regiões deixaram de financiar “despesa nacional”.
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“O Portugal 2020 financiava doutoramentos e estágios, despesa nacional. Agora, no PT2030 os programas regionais deixam de o fazer e estão vocacionados para necessidade do território“, sublinhou Ana Abrunhosa aos deputados da Comissão de Economia e Obras Públicas.
“O PT2030 tem diferença muito grande. Os programas regionais deixam de ser gaveta financeira para política nacional”, resumiu a governante, acrescentando que “basta olhar para as primeiras palavras para identificar a região a que se referem”. Algo que não acontecia nos textos do PO Regionais do PT2020. “Havendo regras comuns, há diferenças substanciais”, acrescentou.
No PT2030 os programas regionais deixam de o fazer e estão vocacionados para necessidade do território.
A ministra da Coesão revelou ainda que o Executivo está confiante que estará em condições de assinar os contratos com os Investimentos Territoriais Integrados (ITI) em junho, de acordo com o ponto de situação feito pelas autoridades de gestão na terça-feira.
Ana Abrunhosa reconheceu que no PT2030 “há uma máquina administrativa terrível”. “Compreendo a impaciência de se verem os avisos e a ideia de que não está a ser feito o trabalho”, disse. Garantindo, contudo, que está a trabalhar para atenuar estas dificuldades. “O trabalho só é visível depois de uma carga burocrática elevada e necessária”, notou a governante, dando como exemplo a montagem do sistema de informação e dos formulários para as candidaturas.
Em jeito de balanço, a ministra revelou que no âmbito dos programas regionais (que perderam a designação de operacionais no PT2030) já foram abertos os primeiros concursos para a economia, formação e desenvolvimento regional, com uma dotação de 221 milhões de euros.
“Em breve serão publicados novos avisos, bem como o plano de avisos que será anual, por uma questão de transparência e previsibilidade”, revelou a ministra da Coesão.
Os programas regionais são “oito mil milhões de euros que, ao longo do período de programação serão injetados na economia nacional”, contabilizou Ana Abrunhosa.
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