Venda de seguros expandiu 18% até fevereiro. Seguradoras Vida em destaque

  • ECO Seguros
  • 3 Abril 2022

Com produtos de Capitalização e PPR a suportarem 34% de crescimento, CA Vida, Real, Aegon Santander Vida e Mapfre Vida sobem muitas posições no ranking de produção das seguradoras.

A venda de seguros nos primeiros dois meses do ano atingiu o valor mais elevado desde o começo da pandemia de Covid-19. A produção do setor supervisionado pela ASF, medida pelo volume bruto de prémios emitidos, aproximou-se dos 2,23 mil milhões de euros, tendo crescido 18% face a igual período de 2021. Os custos com sinistros desceram 17,8%, para cerca de 1 546 milhões de euros e a taxa de sinistralidade sobre prémios emitidos desceu, de 99,9% um ano antes, para 69,6% no final de fevereiro de 2022 no conjunto da indústria.

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Até final de fevereiro, as vendas de seguros do ramo Vida atingiram 1,06 mil milhões de euros (em prémios emitidos), mais 34,4% do que um ano antes, cabendo aos contratos de seguros 363,4 milhões (+19,2% em variação homóloga) e 607,2 milhões em contratos de investimento, que expandiram 44%, sob forte impulso nos produtos de capitalização (+38%, para 503 milhões de euros). Igualmente, os portugueses investiram 126,5 milhões de euros em contratos de seguros-poupança reforma (PPR), uma dinâmica 140,3% superior à de um ano antes, acompanhada de progressão que rondou 62% para 193,9 milhões nos PPR na forma de investimento, indicam números da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) com base em amostra representativa nacional.

Invertendo evolução negativa que marcou o último ano no ramo Vida, o fluxo técnico – que corresponde à soma dos prémios mais entregas, menos os montantes pagos – atingiu cerca de 25,9 milhões de euros no segundo mês de 2022, refletindo decréscimo de montantes pagos em produtos de capitalização e rendas vitalícias. Pois, os custos com sinistros diminuíram mais de 363 milhões de euros (-26,5% face aos primeiros meses de 2021), para 1,01 mil milhões, beneficiando a taxa de sinistralidade, que desceu de 174% (fevereiro de 2021) para 95,2% em fevereiro de 2022.

No negócio de não Vida, os prémios emitidos progrediram 6,3%, alcançando 1 167 milhões de euros no acumulado, com taxas de variação homóloga (tvh) em aceleração mensal (de janeiro para fevereiro) nas proteções Doença e ramo Automóvel. Até fim de fevereiro, o ramo Automóvel vendeu mais 2,8%, com 358,8 milhões de euros em prémios emitidos e os sinistros a custarem 196,2 milhões, mais 8,7% relativamente ao período homólogo de 2021.

Em relação aos seguros de Acidentes e Doença, os números recolhidos junto dos associados da APS até final de fevereiro mostram incremento de 9,5% na tvh, para 548 milhões de euros e com custos de sinistros a subirem 14,2%, elevando-se a 253,4 milhões. Os seguros de Acidentes Trabalho cresceram 8,1%, até 240,3 milhões e as coberturas de Doença aumentaram 10,7%, para 278,6 milhões de euros em volume de prémios emitidos, sendo que os sinistros neste ramo avançaram 13,9%, para 130,1 milhões de euros. Nos restantes ramos de não-Vida, enquanto Incêndio e Outro Danos faturou mais 4,9%, para 194,7 milhões, beneficiando de decréscimo de 17% nos custos com sinistros, os seguros Multirisco cresceram 8,3%, até perto de 149 milhões de euros, em subida suportada por acréscimo de 5,5%, para cerca de 99 milhões em Habitação e Condomínios.

Trocas de posição no ranking da produção em mercado menos concentrado

Para o mesmo período, mas com critérios diferenciados, os dados da ASF indicam perto de 2 275 milhões de euros em volume bruto de prémios emitidos, uma subida de 17,5% na produção de seguro direto comparativamente aos dois primeiros meses do ano anterior, cabendo 2,04 mil milhões às empresas nacionais e 234,85 milhões de euros às sucursais-UE autorizadas a operar em Portugal. Do negócio desenvolvido pelas estrangeiras, cerca de metade (116,2 milhões) foi gerado por empresas com atividade mista (Vida e não-Vida).

Os indicadores da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) abrangem mais de 60 companhias. No final de fevereiro, a lista das primeiras 30, ordenadas pelo volume de produção, mostra algumas mudanças comparativamente a um ano antes, com destaque para ascensão de posições por parte de Mapfre Vida, CA Vida, Aegon Santander Vida e Real Vida, com ganhos relevantes de quota. Ainda, o conjunto das 5 maiores diminuiu peso relativo em 2,7%, passando a representar 55,4% de participação na estrutura do mercado em fevereiro.

As 30 maiores seguradoras em produção nos primeiros dois meses do ano são:

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