Vieira da Silva: Decisão do PSD será “colossal tiro no pé”
Ministro Vieira da Silva critica o PSD e garante que o acordo de concertação social foi aceite "sem chantagens".
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social afirmou hoje que a decisão anunciada pelo PSD, de chumbar a baixa da TSU para empresas com salários mínimos, não representa um “murro na mesa” mas acredita que será “um colossal tiro no pé”.
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Para Vieira da Silva, há quem tenha identificado estas “piruetas políticas” como um “murro na mesa do marasmo da oposição” mas, o que está em causa, é um “ataque” à concertação social e uma “penalização de dezenas de milhares de empresas e instituições”.
Vieira da Silva falava no debate parlamentar que incide sobre o decreto-lei que reduz as contribuições das empresas com salários mínimos, decidida em concertação social como contrapartida ao aumento desta remuneração para 557 euros, já em vigor.
O ministro do Trabalho criticou a posição do PSD, e instou o partido a dizer o que pensa verdadeiramente sobre o aumento do salário mínimo.
Numa carta dirigida a algumas associações patronais, o PSD acusou o Governo de chantagear os parceiros sociais, mas Vieira da Silva garantiu hoje que o acordo de concertação social foi aceite “sem chantagens”. E voltou a salientar que a medida foi negociada num contexto de aumento “extraordinário” (de 27 euros) do salário mínimo, que não deixa de ser um esforço “exigente” para as empresas, sobretudo as de menor dimensão. E é sobretudo para estas que se dirige, salientou de novo.
De acordo com Vieira da Silva, as instituições sociais não estão afastadas do apoio, aludindo assim a uma afirmação de Marco António Costa que, em dezembro, defendia que a redução das contribuições também devia chegar às IPSS. O governante indicou que 2.827 instituições sociais já beneficiaram deste apoio.
Para o ministro, o acordo de concertação social alcançado “é um bom acordo para o país” e é equilibrado. O ministro criticou aqueles que preferem o “triunfo da tática sobre a substância” mas diz que se percebe para quem está “atolado num lodaçal de contradições”. Fica demonstrado “que o PSD de hoje não tem a mesma posição que o PSD de ontem”, vincou.
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