Matosinhos: a praia perfeita para a nova economia do mar
O verdadeiro desafio da nova economia do mar não é técnico. É a estratégia. É saber para onde queremos ir.
Matosinhos assume-se como a capital da nova economia do mar. O município é, hoje, um importante centro económico com uma forte ligação ao oceano. O Porto de Leixões é o maior no que toca às ligações com a economia, temos uma indústria conserveira sólida e, claro, é a nossa pesca que oferece o “melhor peixe do mundo”.
Para que continuem numa trajetória de crescimento sólida e se tornem cada vez mais competitivas, estas atividades económicas exigem talento e qualificação. Barcos pequenos, tripulações reduzidas e negócio de família estão a aprender a lidar com sensores inteligentes, sistemas de representação virtual e inteligência artificial. E Matosinhos é a praia perfeita para o crescimento desta nova economia do mar.
Em Matosinhos, a economia tradicional convive lado a lado com um dos maiores polos científicos do país, onde estão instalados o CIIMAR e o INESC TEC, o CEiiA e a UPTEC Mar. Além disso, o concelho tem uma elevada concentração de empresas ligadas ao mar, entre elas mais de 70 start-ups que oferecem soluções inovadoras ao sector. Este contexto permite a criação de sinergias entre o tecido empresarial, ciência e inovação. Academia e empresas a trabalham juntos para identificar os problemas de hoje e, assim, construir as soluções de amanhã.
É esta rede de pesca densa e bem articulada que torna quem cá está instalado mais competitivo para enfrentar os desafios da nova economia do mar.
Matosinhos continua a crescer – aliás, cresce a um ritmo superior ao da média regional. Com os nossos ativos únicos em logística portuária, turismo costeiro, inovação científica, economia do mar e transição energética azul, estamos particularmente bem posicionados para liderar a transformação da nova economia do mar, alinhando com o objetivo europeu de transformar o oceano num dos principais motores da competitividade, sustentabilidade e autonomia estratégica.
Mas o verdadeiro desafio da nova economia do mar não é técnico. É a estratégia. É saber para onde queremos ir. Parte do desafio é, por exemplo, a necessidade de transitar de economia do mar baseada nos recursos para uma economia do mar baseada no conhecimento, na tecnologia e na sustentabilidade.
Foi por isso que lançámos a Rede Hub Azul Portugal, uma aposta na capacitação das empresas, no desenvolvimento de soluções baseadas em tecnologia avançada e na criação de ecossistemas colaborativos capazes de transformar conhecimento em valor económico e social. O Porto de Leixões desempenhará um papel central nesse percurso, afirmando-se cada vez mais como motor logístico e económico comprometido com a descarbonização e as energias renováveis do setor marítimo.
Para ultrapassar os desafios é necessário que ciência, empresas, investimento e políticas públicas estejam articulados. O mar sempre definiu Matosinhos. Agora é Matosinhos que está a redefinir a nova economia do mar.
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