Portuguesa UAVision entre as cinco escolhidas pela EDA para testar drones de ataque no OPEX

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 29 Julho 2026

A portuguesa UAVision integra o grupo de cinco empresas escolhidas pela Agência Europeia de Defesa (EDA) para testar drones de ataque no OPEX26, que irá decorrer no Campo Militar de Santa Margarida.

A portuguesa UAVision foi selecionada pela Agência Europeia de Defesa (EDA) para integrar o grupo de cinco empresas que vão testar drones de ataque (loitering munition) em ambiente operacional no Campo Militar de Santa Margarida, em Portugal, durante o exercício OPEX26 da UE. Portugal foi escolhido para funcionar como um “laboratório de campo” da EDA para testar tecnologias militares emergentes, em colaboração com o Exército Português, no segundo exercício operacional da EDA.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Os ensaios de campo, previstos para o outono, assinalam a segunda fase do programa Sentinel Strike Challenge, competição da Agência Europeia de Defesa dedicada à avaliação de drones capazes de procurar autonomamente um alvo antes de o atacar em cenários controlados, realistas e operacionalmente relevantes.

A competição europeia recebeu mais de 140 manifestações de interesse de empresas europeias. Após uma avaliação baseada na maturidade tecnológica, relevância operacional, segurança e viabilidade das demonstrações, a portuguesa UAVision ficou entre as cinco empresas apuradas para a fase de experimentação.

A empresa nacional junta-se à alemã Helsing, à neerlandesa Destinus, à eslovena C-Astral e à grega Spirit Aeronautical Systems na fase decisiva do programa Sentinel Strike Challenge, recebendo cada empresa um prémio de 30 mil euros. Em setembro, os cinco finalistas disputarão um prémio global de 1,8 milhões de euros, atribuído após a campanha de ensaios em Portugal.

Os sistemas serão submetidos a ensaios em cenários militares realistas, permitindo às Forças Armadas dos Estados-membros avaliar não apenas se funcionam, mas também como respondem durante todo o ciclo da missão e como se comportam quando comparados nas mesmas condições operacionais.

Um bom desempenho em campo não significa, todavia, uma decisão de compras por parte das forças militares. “A seleção bem-sucedida para a segunda fase do desafio não significa que as tecnologias estejam prontas para serem adquiridas ou utilizadas operacionalmente”, mas apenas que conquistaram a “oportunidade de ser testadas em condições mais exigentes”, alerta a EDA.

Em paralelo do exercício operacional OPEX da EDA em colaboração com o Exército Nacional, outras seis empresas também vão testar as suas tecnologias de defesa em Portugal através do programa BraveTech EU. No final dos ensaios realizados no Campo Militar de Santa Margarida, apenas quatro soluções seguirão para uma nova fase de experimentação em 2027.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Portuguesa UAVision entre as cinco escolhidas pela EDA para testar drones de ataque no OPEX

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião