Seis empresas europeias vão testar tecnologia de defesa no OPEX

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 15 Julho 2026

Portugal vai receber seis empresas para testar tecnologias de defesa no âmbito do BraveTech EU, durante o OPEX, o exercício operacional do Exército Português.

Seis empresas vencedoras da primeira edição da Fase I do programa BraveTech EU vão testar as suas tecnologias de defesa em Portugal, em paralelo com o exercício operacional OPEX, em colaboração com o Exército Português.

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“A inovação por si só não basta — precisa de ser testada, comprovada e rapidamente transformada em capacidade militar. Através do BraveTech EU, a Agência Europeia de Defesa oferece experimentação mais rápida com rigor operacional. Ao conectar a inovação com necessidades operacionais reais, criamos as evidências confiáveis ​​de que os utilizadores militares precisam para fortalecer tanto as necessidades imediatas de defesa da Ucrânia quanto a prontidão de defesa de longo prazo da Europa”, afirma André Denk, diretor executivo da Agência de Defesa Europeia (EDA), citado em comunicado.

Durante esta segunda fase, a EDA acompanhará o desenvolvimento tecnológico das empresas selecionadas e coordenará testes operacionais em Portugal, em colaboração com o Exército Português. Entre os cenários previstos estão missões de reconhecimento com múltiplos drones, apoio de veículos terrestres não tripulados e testes de comunicações resilientes em ambientes com interferência deliberada.

No final dos ensaios realizados em Portugal, apenas quatro soluções seguirão para uma nova fase de experimentação em 2027.

As empresas terão ainda oportunidade de operar os seus sistemas em conjunto com os participantes do EU OPEX, exercício realizado pelo Exército Português, em conjunto com a Agência Europeia de Defesa, no Campo Militar de Santa Margarida.

Depois de Itália, Portugal é o segundo país a acolher este exercício europeu de experimentação operacional de tecnologia, no âmbito do Hub for EU Defence Innovation (HEDI).

As empresas selecionadas para a segunda fase do programa que vão testar as suas capacidades autónomas são:

  • Soraccel (França): Desenvolve de sistemas completos multi-UAV, baseados em enxames hierárquicos de drones;
  • EdgeX Robotics (Polónia): Plataforma modular de veículo terrestre não tripulado (UGV) multiuso 4×4;
  • Smaesh GmbH (Alemanha): Rede mesh multirádio, combinando LoRa, Wi-Fi HaLow, Wi-Fi e BLE para conectividade robótica e tática resiliente;
  • Kova Labs (Finlândia): Sistemas totalmente autónomos e económicos para ambientes complexos de baixa altitude;
  • Tempterno Defence (Estónia): lançador múltiplo de foguetes para combate a drones e alvos terrestres;
  • Rannon (Letónia): Munição propelida por foguete para combate aéreo entre drones.

A EDA é responsável pela segunda fase do projeto BraveTech EU com um orçamento total de 35 milhões de euros até o final de 2028.

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