Líderes europeus formam coligação com Ucrânia para defesa antimíssil. Portugal poderá juntar-se

Paulo Rangel admite que Portugal poderá juntar-se à coligação de nove países com a Ucrânia para desenvolver capacidades de defesa antimíssel na Europa.

A França e a Alemanha estão entre os nove países europeus que formaram uma coligação de defesa antimíssil com a Ucrânia para desenvolver as capacidades de defesa europeias nesse campo. Portugal poderá juntar-se a esta coligação.

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“A proteção da Europa exige uma solução global baseada numa arquitetura integrada de defesa antimísseis para dissuadir e neutralizar futuras ameaças de mísseis — desenvolvida através do esforço coletivo, abertura tecnológica e cooperação industrial de confiança. Essa solução irá complementar os sistemas de defesa contra mísseis balísticos já existentes, incluindo soluções europeias soberanas já adquiridas ou a serem adquiridas pelos países participantes”, pode ler-se em comunicado emitido pelo Eliseu.

 

Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Espanha, Suécia, Ucrânia e o Reino Unido são os países europeus fundadores desta coligação, que indica estar aberta a outros países. Portugal poderá juntar-se à coligação, admitiu Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações aos jornalistas, à margem do encontro entre líderes.

“É algo que estamos a considerar. Mas obviamente terei de levar isso a todo o Governo, ao senhor primeiro-ministro, ao ministro da Defesa, naturalmente”, disse. “Pode ser muito importante para a indústria portuguesa e pode ser importante para algumas capacidades, especialmente no domínio espacial que Portugal está a desenvolver. Desse ponto de vista poderá haver vantagens muito grandes. É algo que levo aqui como encargo para estudar ao nível de Governo, em particular com o ministério da Defesa”, referiu.

 

Na declaração conjunta, os líderes reconhecem “a experiência singular da Ucrânia, adquirida na defesa contra a guerra de agressão da Rússia”.

Ao unir a nossa base industrial de defesa, as nossas pesquisas e nossa experiência operacional, visamos construir uma capacidade compartilhada de defesa antimíssil para a Europa e apoiar atividades relevantes que contribuam para esse objetivo. Fazemos isso não contra qualquer povo, mas em defesa do nosso próprio povo”, pode ler-se ainda.

Com esta declaração, os países pretendem agora estabelecer requisitos operacionais comuns, a criação de grupos de trabalho conjuntos, estabelecer mecanismos de governança e cronogramas.

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