Câmara de Coimbra prevê tirar espaço aos carros na envolvente da rotunda do Papa
O anteprojeto prevê uma intervenção na zona também conhecida como Rotunda do Papa, reduzindo o espaço atualmente dominado pela circulação automóvel.
A Câmara Municipal de Coimbra aprovou esta segunda-feira por unanimidade o anteprojeto da requalificação da praça João Paulo II e sua envolvente, numa empreitada orçada em três milhões de euros que pretende reduzir o espaço dominado pelo carro.
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O anteprojeto prevê uma intervenção na zona também conhecida como Rotunda do Papa, reduzindo o espaço atualmente dominado pela circulação automóvel, e aumentando áreas permeáveis e novas zonas de sombra, com a plantação de árvores, pode ler-se no documento que foi hoje a reunião do executivo.
A intervenção de requalificação daquela zona próxima à Alta Universitária e ao Jardim Botânico prevê transformar a praça João Paulo II “num espaço de permanência, contemplação e encontro, devolvendo aos peões uma área atualmente dominada pela circulação automóvel”, afirma o anteprojeto.
Os serviços municipais notam que atualmente aquela zona tem “extensas áreas destinadas à circulação e estacionamento automóvel, reduzida presença de vegetação, escassez de sombra e fracas condições para a utilização pedonal”.
A intervenção prevê que o espaço central da praça assuma um caráter predominantemente pedonal, com bancos e árvores e serão criados novos atravessamentos pedonais mais diretos.
Junto ao Aqueduto de São Sebastião, será criada uma faixa pedonal contínua, e na rua de Tomar haverá uma reorganização viária com reforço das árvores e ampliação das zonas permeáveis.
Naquela rua, está prevista uma ciclovia junto ao muro da Penitenciária, cuja circulação será partilhada com os peões.

O executivo aprovou também o anteprojeto de uma intervenção de cerca de 24 hectares na margem direita do rio, entre o Rebolim e a ponte da Portela, em cerca de dois quilómetros de frente ribeirinha.
Na mesma reunião, foi também debatido o projeto consolidado do canal do ‘metrobus’ na rua Lourenço Almeida Azevedo, em Coimbra, com mudança de 70 centímetros do canal, que permite manter 62 das 88 árvores, após vários protestos no passado por causa dos abates.
Ao todo, são alvo de abate 26 árvores, a maioria já removidas do local, faltando ainda abater dois espécimes identificados depois de janeiro e da passagem da tempestade Kristin, lê-se na proposta de alteração do projeto daquela rua, no âmbito da empreitada de construção do canal de ‘metrobus’, consultada pela agência Lusa.
O projeto prevê ainda a plantação de 20 novas árvores, ficando a rua, no futuro, com um total de 82 árvores.
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