Insolvências disparam 71% em Bragança no arranque de 2026
O tecido industrial do distrito transmontano concentra-se sobretudo na capital e é dominado por microempresas (90%) e por empresas com atividade no setor dos serviços.
As insolvências de empresas em Bragança dispararam 71% no primeiro trimestre de 2026 face a igual período de 2025, enquanto a constituição de empresas recuou 2%, de acordo com dados da Iberinform divulgados esta sexta-feira. Quase metade (44%) do tecido empresarial deste distrito transmontano apresenta risco moderado de incumprimento de crédito e mais de um terço (36%) baixo risco.
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“Apesar do aumento das insolvências no primeiro trimestre de 2026, Bragança continua a evidenciar um tecido empresarial estável, marcado pela elevada antiguidade das empresas, níveis de risco maioritariamente controlados e uma atividade económica diversificada”, salvaguarda a consultora.
Numa radiografia feita ao tecido económico, a consultora coloca Bragança no topo das cidades do distrito, por concentrar quase um terço das empresas (30%), seguida de Mirandela (17%), Macedo de Cavaleiros (12%), Mogadouro (7%), Miranda do Douro e Torre de Moncorvo (ambas com 6%).
Os restantes seis concelhos partilham entre si os 22% remanescentes das empresas do distrito de Bragança.

Grande parte das empresas de Bragança são microempresas (90%). Em sentido inverso, as empresas de pequena dimensão representam apenas 9% e as de média 1% do universo das empresas do distrito.
Numa análise por setor de atividade, os serviços lideram a atividade empresarial, com 42% das empresas, seguidos pela agricultura (10%), a construção civil (9%) e a indústria (7%).
Apenas 20% das empresas apresentam risco elevado, enquanto 80% do tecido empresarial distribui-se pelos níveis de risco baixo e médio.
Ainda segundo a Iberinform, mais de metade das empresas (54%) tem mais de 11 anos de atividade, “demonstrando um tecido empresarial experiente e consolidado”.
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