Irão ameaça fechar outras rotas de exportação após bloqueio naval dos EUA

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 15 Julho 2026

O Irão admite alargar bloqueios além do Estreito de Ormuz, depois de Trump ordenar nova ofensiva naval contra Teerão. O estreito de Bab el-Mandeb é uma das opções.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão ameaçou fechar “todos os outros corredores de exportação que beneficiam os Estados Unidos e os seus aliados”, segundo os meios de comunicação iranianos, citados pela Reuters. A ameaça surge depois de o Irão ter encerrado o Estreito de Ormuz e de Washington ter retomado o bloqueio naval aos portos iranianos, agravando-se assim a escalada militar no Golfo.

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A agência noticiosa adianta ainda que, na ótica de vários analistas, o Irão poderá recorrer aos rebeldes Houthis, grupo rebelde no Iémen aliado de Teerão, para tentar bloquear o estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem estratégica que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, também uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e mercadorias.

Por este corredor marítimo passam as exportações de petróleo da Arábia Saudita e uma parte significativa do comércio marítimo mundial, pelo que um eventual encerramento abriria uma nova frente de tensão contra os Estados Unidos e colocaria em risco mais uma das principais rotas energéticas globais.

As novas ameaças iranianas surgem depois de Trump ter confirmado o início de uma nova vaga de ataques militares para continuar a degradar as capacidades iranianas utilizadas para atacar navios comerciais em Ormuz, acusando o Irão de de ter atacado sete navios comerciais na última semana, provocando mortos.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) indicou, através da rede social X, que as forças militares norte-americanas deram início a uma nova vaga de ataques contra o Irão que começou às 6h00 da Costa Leste norte-americana (11h00 em Lisboa), com o propósito de enfraquecer o poder militar de Teerão na região do Golfo.

A escalada do conflito no Médio Oriente fez disparar os preços do petróleo. Em Londres, o contrato de Brent já ultrapassou o marco dos 85 dólares por barril – fechou terça-feira no valor mais elevado desde 12 de junho -, enquanto no outro lado do Atlântico, o crude WTI para entrega em agosto também atingiu o nível mais alto desde 15 de junho e negoceia a rondar os 80 dólares o barril.

(Notícia atualizada às 11h40 com mais informação)

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