Margem de refinação da Galp dispara no trimestre. Petrolífera prevê acordo com Moeve no segundo semestre
A margem de refinação da Galp cresceu 175% face ao mesmo trimestre do ano anterior. Sobre o acordo com a Moeve, as negociações deverão ser fechadas no segundo semestre deste ano.
A Galp avançou nova previsão de assinatura de um acordo para uma fusão parcial com a Move, apontando para o segundo semestre deste ano. Na atualização ao mercado sobre os dados operacionais do segundo trimestre, a petrolífera dá ainda conta que a margem de refinação disparou 175% face ao trimestre homólogo.
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“As discussões com os acionistas da Moeve continuam a evoluir de forma construtiva”, indica a Galp, em comunicado ao mercado. “Tendo em conta a dimensão da combinação proposta, prevê-se agora que um eventual acordo seja assinado durante o segundo semestre de 2026″, conclui a empresa.
Anteriormente, a Galp colocava como objetivo assinar o acordo de fusão dos seus portefólios de downstream (que incluem refinarias e estações de serviço) com a espanhola Moeve até ao final de julho, adiantou em abril ao ECO o co-CEO João Diogo Marques da Silva.
Margem de refinação dispara
A margem de refinação da Galp no segundo trimestre disparou 175% para os 16,8 dólares por barril, face ao período homólogo, quando marcava os 6,1 dólares, e cresceu 14% em comparação com o trimestre anterior.
Estes resultados chegam numa altura em que o Governo tem vindo a encomendar análises sobre a forma como estão a ser determinados os preços dos combustíveis. A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho afirma que o Governo quer perceber como são formados os preços e como a conjuntura internacional se tem refletido nos mesmos. Para isso, encomendou uma nova análise aprofundada sobre os preços dos combustíveis ao regulador da energia, depois de já ter dirigido um pedido equivalente à Entidade Nacional para o Setor Energético.
Ainda na semana passada, a Epcol, associação que representa as petrolíferas, afirmou que não vê nenhuma “anormalidade” na evolução das margens do setor dos combustíveis, em termos médios, embora não possa “pôr as mãos no fogo” por todos os operadores que vendem combustíveis em Portugal.
Além das margens, também a produção da Galp aumentou no trimestre, mas mais ligeiramente: cresceu 12% em relação aos três meses homólogos, para 127 mil barris por dia. No segmento comercial, contudo, as vendas de produtos petrolíferos caíram 5% para as 1,8 milhões de toneladas. Em oposição, cresceram as vendas de gás natural, em 11%, e da eletricidade, em 21%. Houve ainda um salto relevante na capacidade renovável instalada, que cresceu 39% para os 2,4 gigawatts.
Estes números, embora não estejam fechados, dão uma ideia de como a Galp deverá comportar-se no trimestre. O relatório e contas da cotada será publicado no dia 27 de julho, antes da abertura da sessão bolsista.
(Notícia atualizada com a correção de que a Galp prevê acordo no segundo semestre, retirando a referência a adiamento, que só se verificará se não houver acordo até ao final de julho. Última atualização, com mais informação, às 18h28)
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