“Vizinhismo” da Auchan chega aos festivais. “Uma marca não vive apenas nas ocasiões de compra”

Rafael Correia,

Com o Nos Alive a arrancar, a Auchan reforça a aposta nos festivais de verão e leva o conceito de "Vizinhismo" a três eventos. Margarida Monteiro, diretora de marca, explica a aposta na proximidade.

Stand da Auchan dentro do recinto do Nos AliveAuchan

A “Rua do Rock” já é um ponto de passagem habitual para quem ruma ao Passeio Marítimo de Algés, mas este ano o warm-up do Nos Alive ganha um novo ‘vizinho’ de peso. A Auchan ‘saiu de portas’ para se tornar parceira oficial da iniciativa desenvolvida pela União das Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada-Dafundo, integrando a ação no conceito de “Vizinhismo” que serve de bússola à marca para este verão.

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Com uma loja My Auchan estrategicamente posicionada à entrada do evento e a já fazer parte, indiretamente, da “Rua do Rock”, a retalhista quis aproveitar a “localização privilegiada” para prolongar a experiência para fora do recinto. “A experiência de um festival começa antes do próprio evento: a preparação, a contagem decrescente, o próprio percurso na rua“, explica Margarida Monteiro, diretora de marca na Auchan Retail Portugal, em entrevista ao +M. “Queremos, através deste ponto de contacto, ir mais além e imaginar uma experiência adicional.

A estratégia de uma presença bipartida — dentro e fora do recinto — surge após a estreia como patrocinadora do Nos Alive em 2025. O primeiro ano confirmou “o potencial deste território e mostrou-nos que fazia sentido evoluir o projeto, dando-lhe maior dimensão e continuidade”, sublinha a responsável.

Esta abordagem dupla é muito coerente com a nossa estratégia de marca. Não queremos estar apenas no ponto mais visível. Queremos estar em toda a jornada. É aí que o Vizinhismo ganha força, quando a marca aparece de forma útil, próxima e contextual, antes, durante e depois do momento principal”, argumenta Margarida Monteiro.

A presença no evento conta com o envolvimento do estúdio de arquitetura Feeders, da agência de ativação de marca Creative Wave e da agência criativa Adagietto.

Margarida Monteiro, diretora de marca na Auchan Retail PortugalAuchan

Do transacional ao emocional

Além da presença no Nos Alive, a Auchan é patrocinadora do Festival Panda desde 2025 e expande-se este ano para o Meo Marés. Esta presença reforçada nos festivais surge como resposta à ambição de estar “em todo o lado ao seu lado” — nova assinatura da retalhista.

“As lojas são o principal ponto de contacto com os consumidores e são, por excelência, o local onde a relação se constrói todos os dias. Mas uma marca não vive apenas nas ocasiões de compra, nos momentos transacionais. Uma marca com dimensão tem também de estar presente nos momentos que fazem parte da vida das pessoas, culturais, sociais e emocionais. É esta proximidade que os festivais nos permitem construir”, argumenta a diretora de marca.

Num festival, a relação com a marca deixa de ser apenas funcional, preço, conveniência, sortido, e torna-se numa interação relevante, partilhada. Estamos num contexto de celebração, de vivência conjunta, de criação de memórias”, justifica ainda.

A escolha dos três festivais assenta numa estratégia deliberada para comunicar com diferentes faixas etárias, geografias e comunidades. A presença no Nos Alive visa consolidar a ligação a um público jovem e urbano, o patrocínio ao Meo Marés reforça a ligação à região Norte e a um público transversal, enquanto a presença no Festival Panda marca o ponto de contacto com as famílias, um pilar central para a marca.

Fora dos recintos, a estratégia estende-se ainda a uma ativação itinerante de 10 dias por 10 lojas de norte a sul do país, distribuindo dinâmicas e bilhetes diretamente nas comunidades locais. No fundo, a intenção é provar que proximidade “não é apenas presença física”, mas também “estar onde as pessoas estão, com uma presença capaz de acrescentar valor à experiência como um todo“.

Presença da Auchan no Festival PandaAuchan

Os festivais como plataforma de marca

A aposta na presença em festivais de verão será para continuar. “A nossa ambição é construir território de forma consistente. Não olhamos para os festivais como uma ativação pontual de verão, mas como uma plataforma de marca com potencial para crescer nos próximos anos“, responde.

Margarida Monteiro assume que “naturalmente, vamos continuar a avaliar formatos, resultados e aprendizagens“, com as respostas e as métricas a mudarem consoante o palco — “O papel da marca no Nos Alive não é igual ao papel da marca no Festival Panda ou no Meo Marés”. “Mas o fundo é o mesmo: estar presente, construir impacto e relevância”, aponta.

As marcas fortes constroem-se com consistência, repetição e capacidade de ocupar territórios relevantes na vida das pessoas. Em 2025 fizemos a nossa estreia. Em 2026 reforçámos a presença e alargámos ao Meo Marés. Esse percurso mostra que não estamos a testar apenas uma ação, estamos a construir uma associação: Auchan como uma marca presente e próxima“, conclui.

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