Barómetro CIP/ISEG prevê retoma do crescimento em cadeia no segundo trimestre
Depois da estagnação da economia portuguesa em cadeia no primeiro trimestre, Barómetro CIP/ISEG aponta para retoma nos três meses seguintes, com melhoria de indicadores de atividade setorial.
A economia portuguesa deverá recuperar e crescer em cadeia no segundo trimestre, depois da estagnação registada no arranque do ano, de acordo com as perspetivas do Barómetro CIP/ISEG, divulgado esta segunda-feira.
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“No segundo trimestre do ano perspetiva-se um desempenho globalmente positivo da economia portuguesa, que se traduzirá no retomar do crescimento em cadeia do PIB [Produto Interno Bruto]“, antecipa o barómetro.
Nos primeiros três meses do ano, marcados pelo comboio de tempestades e pelo início da guerra no Irão, a economia portuguesa avançou 2,2% face a igual período do ano passado, mas registou um crescimento nulo em cadeia.
A justificar as perspetivas de um desempenho globalmente positivo da economia portuguesa encontram-se, para a CIP, os indicadores de atividade setorial, entre os quais os setores dos serviços, construção e obras públicas, comércio a retalho e indústria transformadora evoluíram positivamente, tendo apenas sido registado um decréscimo moderado no comércio por grosso.
Neste sentido, destaca também o crescimento em abril das exportações de bens de 15,5% no primeiro trimestre, enquanto as importações aumentaram 8,9%.
Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, classifica o desempenho “notável” das empresas nacionais após as tempestades e num contexto de crise internacional e de gás e petróleo mais caros, embora apele a cautela no otimismo. “Não é claro como o aumento do preço da energia se está a transmitir nas cadeias de valor, nem a rapidez com que esse impacto se irá desvanecer”, adverte.
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