Ministra admite que Montenegro pode insistir na reforma laboral: “Se bem o conheço, lá iremos outra vez fazer esta e outras reformas”

Ministra do Trabalho afirmou acreditar que o primeiro-ministro insistirá na reforma das leis laborais, depois do chumbo do pacote laboral no Parlamento.

Levar o chumbo do pacote laboral ao congresso do PSD era “inevitável”, e depois de Luís Montenegro foi a vez da ministra do Trabalho para quem o chumbo foi “fruto de mais uma coligação entre os partidos da oposição que, apesar de se sentarem a lados opostos do hemiciclo, talvez não sejam tão diferentes assim”, acusa Maria do Rosário Palma Ramalho, durante o seu discurso no congresso do PSD, a decorrer até domingo em Anadia. A ministra do Trabalho fala de “oportunidade perdida” para o país e mostra-se confiante que o Governo vai apresentar nova proposta laboral.

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“Todos conhecem as vicissitudes deste projeto, a transparência que lhe imprimimos, as dezenas de reuniões, o grau incrível de desinformação sistemática e a politização do sindicalismo nacional”, disse. “Todos conhecem bem os nossos adversários, uns que por não suportarem não estar no governo, fizeram desta reforma uma afronta pessoal e outros que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok”, atira.

Para a ministra do Trabalho o pacote laboral chumbado no Parlamento, pela oposição de esquerda e pelo Chega, “era, de facto, uma reforma essencial para aproximar Portugal da Europa em termos de competitividade da economia, de produtividade das empresas e do valor dos salários”. Por isso, “o chumbo desta proposta de lei é uma oportunidade perdida para o nosso país”, considera.

Palma Ramalho considera que o chumbo resulta de uma “demonstração do sentido de Estado do Sr. Primeiro-Ministro”. E explica porquê. “O Sr. Primeiro-Ministro recusou trocar a passagem desta reforma pela baixa da idade de acesso à pensão e pelo plafonamento, o que inevitavelmente quebraria o contrato de confiança entre os portugueses e o Estado quanto à garantia das suas pensões futuras”, diz.

“A opção do Governo não poderia ter sido outra a bem dos portugueses, e os portugueses certamente saberão retirar daqui as devidas ilações”, considera.

Se bem o conheço, lá iremos outra vez fazer esta e outras reformas pelos portugueses e por Portugal”, atira a ministra do Trabalho no final da sua intervenção.

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