SpaceX alerta que restrição da Starlink na UE pode prejudicar a Ucrânia
A SpaceX criticou os planos da União Europeia para limitar o acesso de operadores estrangeiros a frequências satélite, alertando para potenciais impactos nas comunicações da Ucrânia.
A SpaceX criticou o plano da União Europeia de restringir o acesso aos seus satélites, afirmando que a medida deverá prejudicar a Ucrânia, onde a Starlink tem tido um papel nas comunicações de emergência das forças armadas desde a invasão russa.
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“A proposta cria uma probabilidade significativa de que os europeus fiquem sem serviços de satélite de comunicação direta com os seus dispositivos ou que novas operações europeias criem problemas de interferência global, inclusive para serviços de emergência como os da Ucrânia”, alertou a empresa norte-americana, num documento consultado pelo Financial Times.
A empresa de Elon Musk ainda argumentou que o plano da União dá prioridade ao “país de incorporação da operadora acima das realidades económicas, técnicas e regulatórias”.
Em maio, o bloco europeu propôs reservar parte das suas faixas de frequências de rádio — designadas em “bandas” — que permitem aos smartphones conectarem-se diretamente a satélites para os operadores europeus, limitando as frequências aos operadores norte-americanos e chineses.
Na altura, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu que prefere alternativas europeias, argumentando que a Europa precisa de “impulsionar as capacidades europeias neste setor”, citada pelo jornal britânico.
Apesar de a Starlink ser crucial nas comunicações do exército ucraniano, o país reiterou em fevereiro que estava a trabalhar numa alternativa aos sistemas de telecomunicações da empresa detida por Musk.
“Já estamos a trabalhar nisso. Existem alternativas”, sublinhou o ministro da Defesa da Ucrânia, Roustem Oumerov. “Já existe uma solução” prometendo revelar detalhes, mas ainda não são conhecidos.
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