SNS vai comparticipar fisioterapia remota com IA da Sword

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai passar a oferecer fisioterapia remota da Sword Health, com inteligência artificial (IA), sem custos para os utentes. Implementação prevista para a próxima semana.

ECO Fast
  • A Sword Health firmou uma parceria com o Serviço Nacional de Saúde para oferecer fisioterapia remota com inteligência artificial, sem custos para os utentes.
  • Segundo a empresa portuguesa, a solução permitirá reduzir as listas de espera para fisioterapia, que atualmente superam os dois meses para algumas patologias, e facilitará o acesso aos cuidados de saúde.
  • A integração da tecnologia poderá diminuir em 97% o tempo de espera para tratamentos e gerar uma poupança de 45% para o Estado, de acordo com a tecnológica.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A Sword Health, ‘unicórnio’ português, anunciou esta quinta-feira a assinatura de uma parceria com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) para disponibilizar fisioterapia remota com inteligência artificial (IA) em todos os Hospitais e Centros de Saúde do setor público, sem quaisquer custos para os utentes. Num comunicado, a empresa indica que a ferramenta estará disponível no SNS já partir da próxima semana.

O acordo foi oficializado esta quinta-feira no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, num evento que contou com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias. A medida pretende ajudar a reduzir as listas de espera para fisioterapia — “que em muitas patologias ultrapassam atualmente os dois meses”, segundo a Sword –, ao mesmo tempo que diminui a necessidade de deslocações dos utentes. Os tratamentos podem ser realizados à distância, incluindo a partir de casa, em horários mais flexíveis.

“O futuro do SNS depende diretamente da nossa capacidade inovadora para colocar a tecnologia ao serviço dos utentes, reduzindo distâncias e aumentando o acesso aos cuidados de saúde. Ao ultrapassarmos esta barreira histórica e integrarmos a Sword, uma empresa portuguesa de sucesso global, como aliada do SNS, estamos a dar um passo decisivo no combate às desigualdades de acesso. É um sinal de motivação para este Governo construir o futuro da saúde com o que de melhor se faz no mundo”, refere a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Os tratamentos com a tecnologia do unicórnio português podem ser realizados à distância, incluindo a partir de casa, em horários mais flexíveis.

Segundo a Sword Health, a integração desta tecnologia no SNS poderá reduzir em 97% o tempo de espera para o início dos tratamentos de fisioterapia e gerar uma poupança de cerca de 45% para o Estado face ao modelo convencional.

“Há mais de dez anos, começámos em Portugal com uma missão clara e urgente: resolver o problema da falta de acesso a cuidados de saúde de qualidade, num sistema tradicional que não era escalável. Construímos uma plataforma de cuidados de saúde com IA e provámos a nossa visão ao conquistar o mercado dos Estados Unidos e ao trabalhar com vários sistemas de saúde europeus. A partir de hoje, todos os portugueses, que até então tinham um acesso muito limitado a este tipo de cuidados, podem contar com a nossa solução no SNS e recuperar da dor física, sem qualquer tipo de barreira ao tratamento”, afirma Virgílio Bento, fundador e CEO da Sword.

A parceria resulta de uma convenção de prestação de serviços aprovada pelo Gabinete do Secretário de Estado da Gestão da Saúde e publicada em Diário da República em fevereiro, permitindo ao SNS recorrer a soluções de fisioterapia remota com dispositivos médicos certificados. Na prática, médicos de família e outros profissionais do SNS passam a poder prescrever a solução da Sword Health a doentes com patologias musculoesqueléticas frequentes, como dores lombares, dores no ombro e no joelho, bem como entorses e distensões musculares.

O ministro adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, sublinha ainda que “este é apenas o primeiro de muitos projetos de transformação do SNS através da tecnologia e inteligência artificial”. “A tecnologia ao serviço do Estado e dos cidadãos, com melhorias significativas de acesso e qualidade. Com este protocolo damos um passo importante para um Estado mais justo e mais próspero”, entende Gonçalo Matias.

Como os utentes podem aceder ao serviço?

O acesso à fisioterapia remota começa com uma prescrição médica emitida por um profissional do SNS durante uma consulta num centro de saúde ou hospital. Após a prescrição, o utente pode registar-se na plataforma da Sword Health para iniciar o tratamento, contando também com apoio da empresa durante todo o processo de adesão.

Depois de uma avaliação inicial realizada pela equipa clínica da Sword, o utente recebe em casa um dispositivo médico certificado para executar o plano de exercícios definido para a sua condição. A tecnologia de IA acompanha cada sessão, analisando os movimentos em tempo real e corrigindo a sua execução. Os resultados são partilhados automaticamente com os profissionais de saúde da Sword, que monitorizam a evolução do tratamento e ajustam o plano terapêutico sempre que necessário.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h07)

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