“Falsa”, “papel de vítima”. Sexta-feira é dia de acusações entre Rede Expressos e Flixbus
Na última sexta-feira, a Flixbus acusou a Rede Nacional de Expressos de "má fé" no caso da utilização do terminal de Sete Rios. Sete dias dias, a empresa da Barraqueiro reage, e não poupa nos termos.
A Rede Nacional de Expressos (RNE) e a Flixbus mantêm a rota de colisão no caso do acesso da empresa alemã ao terminal de Sete Rios. Esta sexta-feira, a RNE veio a público designar a reação da Flixbus à abertura comunicada há uma semana como “falsa”. E, acrescenta, a concorrente alemã “somente confirma o que há muito [sabe]: a Flixbus procura criar e alimentar uma polémica para servir de publicidade gratuita, e posicionar-se no papel de vítima”
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Exatamente uma semana após a Flixbus acusar a Rede Nacional de Expressos (RNE) de “má fé” na questão do acesso ao terminal de Sete Rios, esta sexta-feira foi a altura de a empresa do grupo Barraqueiro reagir através de comunicado.
“A Flixbus pode, a todo o momento, aceder ao Terminal, desde que respeite as regras que regulam o serviço expresso em Portugal e que exigem que as empresas interessadas disponham das autorizações emitidas pelo IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, sob pena de estar a realizar uma operação ilegal”, indica.
Na RNE, que reagiu de forma sóbria ao comunicado de há uma semana da Flixbus, a mudança de tom tornou-se evidente. A transportadora portuguesa não poupa a Flixbus:
"É uma empresa que somente busca uma posição dominante, como atestam as realidades da Alemanha e, muito em breve, da França, com o abandono do mercado dos operadores seus concorrentes, caminhando-se assim para uma Europa percorrida exclusivamente pelos autocarros ao seu serviço.”
Ao mesmo tempo que alega que a Flixbus “pretendia tão somente transferir serviços que atualmente tem na Gare do Oriente, para o Terminal de Sete-Rios, sem as necessárias autorizações previstas na lei”, a Rede de Expressos afirma, a seu propósito, que “tem iniciado os seus novos serviços na Gare do Oriente, e não em Sete-Rios, face ao congestionamento deste terminal“.
E esclarece ainda a empresa do grupo Barraqueiro: “A Rede Nacional de Expressos está firmemente empenhada na valorização do Terminal de Sete Rios como polo de mobilidade na cidade de Lisboa, sem que em algum momento possa ser posta em causa a segurança dos seus utilizadores”.
O acesso da Flixbus a Sete Rios tem sido um tema quente na atividade de autocarros de passageiros de longo curso. As duas empresas estão em diferendo deste 2023 e o caso chegou mesmo à justiça em 2025, após a Flixbus apresentar uma queixa à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), invocando que a RNE, gestora e utilizadora do terminal, recusava o acesso ao terminal de Sete Rios. Há um ano, o regulador determinou o acesso equitativo e não discriminatório àquela infraestrutura.
Sem sucesso no acesso a Sete Rios, a Flixbus avançou para tribunal em novembro, contra a RNE, alegando perdas de 12,5 milhões de euros em 2024 devido ao impedimento de acesso ao terminal.
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