Câmara do Porto investe dois milhões em escadas rolantes e nova praça nas Virtudes
Investimento de quase dois milhões de euros vai instalar quatro secções de escadas rolantes, permitindo "uma mobilidade mais fluida entre a zona baixa e a zona alta" do centro histórico.
A Câmara do Porto lançou um concurso público de 1,95 milhões de euros para construir escadas rolantes e uma nova praça nas Virtudes, unindo a Rua dos Armazéns e a Fonte das Virtudes, que será reabilitada.
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De acordo com uma informação enviada esta sexta-feira às redações, em causa está um “investimento de quase dois milhões de euros na instalação de quatro secções de escadas rolantes“, permitindo “uma mobilidade mais fluida entre a zona baixa e a zona alta” do centro histórico, em concreto entre a Rua dos Armazéns e a Fonte das Virtudes.
A empreitada, a cargo da empresa municipal Gestão e Obras do Porto (GO Porto), “inclui trabalhos para a renovação da histórica Fonte das Virtudes, que remonta ao século XVII, onde será criada uma nova praça”.
“O espaço vai trazer um novo contexto à Calçada das Virtudes e servir como um local de descanso para quem faz o percurso de subida. Com um novo pavimento em granito e zonas ajardinadas, o objetivo é dar mais destaque à beleza da fonte e transformar um lugar que hoje está degradado e esquecido, num espaço agradável e digno para quem anda a pé“, refere a Câmara do Porto no comunicado.
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Luís Moura/GO Porto -
Luís Moura/GO Porto -
Luís Moura/GO Porto -
Luís Moura/GO Porto -
Luís Moura/GO Porto -
Luís Moura/GO Porto -
Luís Moura/GO Porto -
Luís Moura/GO Porto -
Luís Moura/GO Porto
A autarquia liderada por Pedro Duarte (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL) refere ainda que esta intervenção se integra “numa estratégia de mecanização de percursos no eixo nascente-poente da cidade”, tal como sucedeu “nos projetos em Miragaia (Escada do Monte dos Judeus, concluída em 2020) e no Palácio de Cristal (elevador que vai ligar a Rua da Restauração aos jardins)”.
De acordo com a memória descritiva e justificativa do projeto de arquitetura, que é assinado pelos gabinetes Pablo Pita e depA Architects, “no seu conjunto, a intervenção neste núcleo visa tornar todo o jardim das Virtudes mais fluído e de fácil acesso até à cota da Fonte das Virtudes”.
Ficou a restar “apenas o desenvolvimento e a implementação da transposição desde aqui até à cota do Miradouro das Virtudes”, sendo referida a “falta do elevador anulado em relação à versão anterior” do projeto.
“Esse último momento de ligação deverá ser estrategicamente concretizado pelo município numa fase ulterior, uma vez que se entende como absolutamente essencial para o fecho do círculo de mobilidade e ligação de todo o projeto na sua globalidade”, argumentam os arquitetos.
Já relativamente à nova praça a criar em frente à Fonte das Virtudes, esta “desenha todo um novo sentido de remate ao final do eixo da Calçada das Virtudes (hoje de perfil e materialidade demasiado viária, de ambiente degradado e dissonante e, acima de tudo, sem um desenho conexo e de remate de todo o conjunto)”.
“O novo desenho busca retribuir dignidade à histórica fonte, conferindo também ao espaço envolvente um ambiente mais pedonal e coadunado tanto com a sua integração na atmosfera orgânica dos Jardins das Virtudes como com a estratégia geral dos novos percursos pedonais propostos”, com a nova praça a funcionar “simultaneamente como digno final do percurso agora desenhado para quem sobe a partir a Rua dos Armazéns em Miragaia e como remate urbano e pedonal do eixo da Calçada da Virtudes”.
Porém, o projeto “não observa as normas legais e regulamentares do Decreto-Lei 163/2006, de 08 de agosto (Regime de Acessibilidades), ao abrigo do n.º5 do Artigo 10.º do referido Decreto-Lei, uma vez que a especificidade própria do projeto e a morfologia do terreno tornam impraticável o cumprimento das normas técnicas de acessibilidade”, mas “prevê o cumprimento das normas técnicas de acessibilidade que pontualmente são possíveis aplicar”.
Segundo a autarquia, a empreitada tem um prazo de execução de 365 dias, e as propostas para a empreitada podem ser submetidas até 20 de junho.
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