Portugal entrega mil milhões em faturas do PT2030 a Bruxelas

“Autoridades nacionais estão a concluir o processamento/certificação de fundos num montante de despesa de cerca de mil milhões para submissão até ao final do segundo trimestre", revela fonte oficial.

Portugal vai submeter a Bruxelas faturas no valor de 905 milhões de euros no âmbito do Portugal 2030, até ao final do segundo trimestre, revelou ao ECO fonte oficial do Ministério da Economia.

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“As autoridades nacionais estão a concluir o processamento/certificação de fundos num montante de despesa de cerca de mil milhões de euros para submissão até ao final do segundo trimestre, à Comissão Europeia”, disse ao ECO fonte oficial do ministério liderado por Manuel Castro Almeida. “A obra está executada, faltando apenas o procedimento administrativo de certificação”, acrescentou a mesma fonte.

“Se tivesse sido feita essa certificação no primeiro trimestre deixaríamos de estar no último lugar do mecanismo de monitorização dos pagamentos da UE”, sublinhou a mesma fonte, depois de o ECO ter noticiado que Portugal voltou a cair para último lugar em termos de desembolsos da Comissão Europeia no âmbito do Portugal 2030. Dois anos depois, o país regressa ao fim do ranking, apesar das várias medidas adotadas para acelerar a execução dos fundos do atual quadro comunitário.

A obra está executada, faltando apenas o procedimento administrativo de certificação.

Fonte oficial do Ministério da Economia e Coesão

De acordo com o mecanismo de monitorização dos pagamentos da UE por país, atualizado pela última vez a 5 de maio, Portugal recebeu 4,06 mil milhões de euros dos quais 1,57 mil milhões sob a forma de pré-financiamento (7% do total do envelope financeiro) e 2,42 mil milhões em pagamentos intercalares (11%), ou seja, pagamentos que decorrem da apresentação de faturas dos beneficiários. O total corresponde a 18% dos 22,6 mil milhões de euros que Portugal tem para investir até 2027, a que acrescem mais dois anos.

No entanto, “com o pagamento pela Comissão de cerca de 905 milhões de fundos, de entre a despesa que já foi certificada e a despesa em certificação até final do segundo trimestre, Portugal teria uma percentagem de pagamentos de cerca de 22,25%, posicionando-nos no nono lugar a contar do final da tabela, o que nos coloca a 2,1 pontos percentuais abaixo da média europeia”, sublinhou fonte oficial do Ministério da Economia considerando que a posição dos restantes países se manteria, ou seja, que ninguém executaria mais verbas.

Quando Portugal submeter estes quase mil milhões de euros, isso ajudará a execução do PT 2030 subir para 20,74% face aos atuais 16,8%.

O Ministério da Economia explica que a posição de Portugal no fundo da tabela resulta do facto de as autoridades nacionais terem optado por “concentrar os pedidos de pagamento à Comissão Europeia no segundo trimestre, dedicando o primeiro, no que respeita à sua relação com Bruxelas, ao encerramento do Portugal 2020”.

Portugal optou por concentrar os pedidos de pagamento à Comissão Europeia no segundo trimestre do ano de 2026, dedicando o primeiro trimestre, no que respeita à sua relação com Bruxelas, ao encerramento do Portugal 2020.

Fonte oficial do Ministério da Economia e Coesão

“O Governo tem acompanhado e maximizado o esforço concertado de todas as entidades envolvidas na execução do Portugal 2030”, sublinhou fonte oficial recordando que foram adotadas medidas de aceleração da execução e que “as entidades responsáveis pelo Portugal 2030 têm estado no terreno, a acompanhar os beneficiários, empenhados em encontrar soluções que permitam acelerar a execução”.

Para acelerar a execução dos fundos, o Executivo tomou medidas como a dispensa de visto prévio do Tribunal de Contas para os contratos que se destinem à execução de projetos financiados ou cofinanciados por fundos europeus, incluindo os integrados no âmbito do PRR, a possibilidade de levantamento da suspensão de eficácia das providências cautelares ou o termo de responsabilidade a emitir pelos municípios para acelerar o investimento em habitação pública, a dispensa de revisão obrigatória dos projetos, melhoria dos sistemas de informação, ajuda de universidades e politécnicos na análise de candidaturas, encurtar o prazo de decisão das candidaturas, ou o reforço de recursos humanos.

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