Distribuição critica Governo por ter ficado fora da “bazuca” nacional. “Difícil aceitar”
Para a APED é "difícil de aceitar que o Governo, que definiu que um dos objetivos centrais do PTRR é reduzir vulnerabilidades e reforçar a resiliência para responder a crises futuras, exclua o setor".
A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) argumentou, esta quinta-feira, que “é uma decisão difícil de compreender” e de “aceitar” o facto de o Governo ter deixado o setor da distribuição fora do novo Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), no valor de 22,6 mil milhões de euros.
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“É difícil de aceitar que o Governo, que definiu que um dos objetivos centrais do PTRR é reduzir vulnerabilidades e reforçar a resiliência para responder a crises futuras, exclua o setor deste mesmo âmbito”, refere a associação em comunicado.
A associação que representa o setor do retalho mostrou-se “surpresa” pelo Governo não ter incluído na “bazuca” nacional o setor do retalho, “responsável por garantir o abastecimento de bens alimentares às populações”.
“Para a APED, a maior associação representativa do setor, esta é uma decisão difícil de compreender. Em todas as situações de adversidade recentes – da pandemia da Covid-19 ao apagão energético de 2025, bem como às tempestades do início deste ano – e apesar das fragilidades estruturais evidenciadas na resposta do Estado, o setor da distribuição e do retalho demonstrou ser um agente crítico no apoio às populações, apesar das fragilidades estruturais evidenciadas na resposta do Estado“, atira o mesmo comunicado.
A associação refere ainda que apresentou “o seu contributo para a construção do PTRR, por ocasião da consulta pública preparatória, estruturando-o em torno de cinco medidas orientadas unicamente para o reforço da capacidade de resposta a situações de dificuldade na distribuição de bens essenciais à população”.
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