Dirigente da UGT vota contra esta revisão da lei laboral mas não vincula a central sindical
Carlos Alves anunciou o seu sentido de voto mas lembra que a decisão será coletiva e do secretariado nacional da central, que pode ter outro sentido.
Esta quinta-feira é um dia decisivo na longa negociação da revisão das leis laborais, com o secretariado nacional da UGT a votar a última proposta do Governo. O desfecho continua incerto mas Carlos Alves, Secretário Executivo da central sindical, já revelou o seu sentido de voto: será contra.
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“Na quinta-feira, a UGT vai ter a sua decisão em secretariado nacional. Eu até podia dizer qual será o meu sentido de voto”, afirmou o Secretário executivo da UGT. Instado pela jornalista Isabel Patrício a revelar o seu sentido de voto, nesse fórum. ”Eu irei votar negativamente este anteprojeto”, admitiu, falando na Conferência Anual do Trabalho, do ECO, que decorre esta terça-feira.
Ainda assim, fez questão de salientar que este seu voto não vincula a UGT: “nós levamos muito a sério o funcionamento dos nossos órgãos, não sei se será a posição maioritária”, e a decisão coletiva só será mesmo tomada na quinta-feira.

Carlos Alves deixou ainda um pedido, caso não haja acordo na Concertação Social e no momento em que o tema passe para o Parlamento “houve alguns progressos e isso é importante”, ainda que não o suficiente nas matérias consideradas fundamentais.
Isto como forma de sugerir que o que possa ir para a Assembleia da República possa ser a aproximação que foi sendo feita na negociação na Concertação.
No arranque da conferência, a Ministra do Trabalho colocou alguma pressão sobre a UGT, procurando um acordo.
“O resultado desse processo negocial está hoje pendente da decisão de um parceiro: a UGT. O Governo confia que a UGT será honrar a sua tradição de diálogo, compromisso e empenho em que os trabalhadores tenham melhores condições e ganhem mais do que ganham hoje”, remata.
Palma Ramalho insiste que, se a UGT não der o seu “sim”, o Governo seguirá com a reforma para o Parlamento. “Não será um documento igual ao anteprojeto. Já contará com o enriquecimento que decorreu dos muitos contributos destes nove meses. Passará a discussão para o plano decisivo”, conclui.
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