EDP Renováveis procura “avançar mais rapidamente” nos Estados Unidos
"Estamos constantemente a discutir internamente e com as equipas no terreno como podemos acelerar e avançar mais rapidamente" nos EUA, afirma o CEO da EDP E EDP Renováveis, Miguel Stilwell.
O CEO da EDP, Miguel Stilwell, mostrou-se convicto na aposta da subsidiária de energias limpas, a EDP Renováveis, nos Estados Unidos, território no qual afirma “discutir constantemente” formas de “acelerar e avançar mais rapidamente”.
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Miguel Stilwell d’Andrade falava numa chamada com analistas, no rescaldo da apresentação de resultados da EDP Renováveis. Depois das elevadas perdas extraordinárias em 2024, com a saída das operações na Colômbia e do offshore nos EUA a levarem a prejuízos de 556 milhões, a EDP Renováveis voltou aos lucros no ano passado, com um resultado líquido de 216 milhões de euros.
A maior parte da rotação de ativos da EDP terá lugar em duas regiões geográficas: EUA e Europa. “Queremos garantir que o capital é reinvestido em projetos que consideramos ter o perfil adequado de risco e retorno”, indica Stilwell.
Perante a questão de se a EDP pretende criar “mais espaço” na folha de balanço para aproveitar a “oportunidade” nos Estados Unidos, o mesmo é perentório: “Concordo consigo: estamos a observar muita procura [nos Estados Unidos]. Estamos constantemente a discutir internamente e com as equipas no terreno como podemos acelerar e avançar mais rapidamente”.
Neste sentido, o CEO avança que a empresa está a analisar diferentes instrumentos, excluindo capital próprio (equity), mas incluindo a reafetação de capital dentro do portefólio. “Acreditamos que existe muita procura, tanto por parte de investidores financeiros como de investidores estratégicos, pelo tipo de ativos que temos”, acrescentou.
A EDP espera adicionar 5 gigawatts de capacidade entre 2026 e 2028, dos quais 1,5 gigawatts já estão assegurados, em 2026, estando a maioria já em construção. “É um plano de negócios muito realista com possibilidade de upside“, indicou Stilwell, que espera que a empresa consiga reduzir o endividamento e criar alguma folga financeira, dessa forma. “Se encontrarmos projetos que consideremos ter o perfil adequado de risco-retorno, iremos aproveitá-los, e esses representarão um potencial adicional face à meta para 2028”, indicou.
No final da apresentação que fez aos analistas, Miguel Stilwell sublinhou a “execução forte” em 2025 e a “boa visibilidade” para 2026, ano no qual espera reunir 200 milhões de ganhos com a rotação de ativos e crescer na geração de eletricidade, mantendo um preço de venda de eletricidade em linha com o registado em 2025.
Sobre o período de dois anos que termina em 2028, o horizonte até ao qual se estende o plano de investimentos da cotada, Stilwell indica que a empresa está “no bom caminho para atingir os objetivos”. Estes passam por atingir um EBITDA de 2,2 mil milhões de euros e lucros de 600 milhões de euros, acompanhados de 7,5 mil milhões de investimento e 5 gigawatts de capacidade instalada adicional.
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